Um motorista de 32 anos, que preferiu não se identificar, teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa após ser flagrado em uma blitz de trânsito no Brasil – o local exato da ocorrência não foi informado -, mesmo tendo consumido bebida alcoólica cerca de 12 horas antes da abordagem, segundo relato divulgado em abril de 2026. O caso ocorreu quando ele saiu pela manhã para levar a companheira ao trabalho, acreditando estar em condições de dirigir.
De acordo com o próprio motorista, ele havia ingerido álcool na noite anterior, dormiu e, ao acordar, considerou que o tempo decorrido seria suficiente para eliminar a substância do organismo. No entanto, ao ser parado pelos agentes e submetido ao teste do bafômetro, o resultado apontou índice acima do permitido, o que resultou na penalidade administrativa imediata.
O episódio expõe um erro comum entre condutores: subestimar o tempo de permanência do álcool no corpo. Especialistas explicam que a metabolização varia de acordo com fatores como peso, quantidade ingerida e metabolismo individual. Segundo o diretor científico da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Flávio Adura, a sensação de estar apto a dirigir não é confiável, pois o álcool compromete justamente a capacidade de autoavaliação.
A legislação brasileira é rigorosa. Pela Lei Seca, dirigir sob efeito de álcool é infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência no período de um ano, o valor da multa dobra e o motorista pode ter a CNH cassada por até dois anos.
Outro ponto relevante é que, mesmo horas após o consumo, o álcool pode continuar detectável. Estudos e dados da fiscalização indicam que o organismo pode levar até 12 horas — ou mais — para eliminar completamente a substância, dependendo das condições individuais.
O caso reforça um alerta direto das autoridades e especialistas: não existe nível seguro para dirigir após beber. Medidas populares como tomar café, dormir ou tomar banho não aceleram a eliminação do álcool. Na prática, apenas o tempo reduz a concentração da substância no organismo — e, ainda assim, sem garantia de que o condutor estará apto a dirigir com segurança.
Fonte: Terra



