Colisões frontais e tombamentos estão entre os acidentes mais graves nas rodovias

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Ultrapassagens mal avaliadas, velocidade incompatível e perda de estabilidade de caminhões podem transformar pequenos erros em sinistros de alta gravidade

Duas ocorrências recentes na BR-163, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, chamaram atenção para dois tipos de sinistros com alto potencial de gravidade: colisões frontais e tombamentos. Em Sorriso (MT), um caminhão carregado com brita tombou após atingir o meio-fio e o motorista morreu. Entre Rio Verde de Mato Grosso e Coxim (MS), uma colisão frontal entre uma carreta e uma picape deixou duas pessoas gravemente feridas. As causas ainda são investigadas.

Nas colisões frontais, veículos que trafegam em sentidos opostos têm pouco tempo para reagir quando entram na mesma trajetória. Em rodovias de pista simples, ultrapassagens mal calculadas estão entre as situações que podem provocar esse tipo de sinistro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), colisões frontais aparecem entre as ocorrências que mais matam nas rodovias federais.

A faixa seccionada permite a ultrapassagem, mas não garante que a manobra seja segura. O motorista precisa avaliar distância, velocidade, visibilidade, curvas, aclives e o espaço disponível para retornar à faixa. Chuva, neblina, fumaça e fluxo intenso também podem comprometer a decisão. Diante de qualquer dúvida, a orientação é não iniciar a ultrapassagem.

Já os tombamentos estão relacionados à perda de estabilidade lateral do veículo. Caminhões e carretas são especialmente suscetíveis por causa da altura, do peso e das características da carga. Velocidade incompatível em curvas, mudanças bruscas de direção, carga mal distribuída, excesso de peso, problemas em pneus, freios ou suspensão e vento lateral estão entre os fatores que podem contribuir para a perda de controle.

Isso não significa que algum desses fatores tenha provocado o tombamento registrado em Sorriso. A causa de um sinistro depende da perícia e da análise das circunstâncias específicas. Em veículos pesados, porém, a estabilidade pode ser afetada por uma combinação de condições do veículo, da carga, da pista e do comportamento do motorista.

A distância também é importante para quem circula ao lado de caminhões. Veículos pesados precisam de mais espaço para frear e possuem pontos cegos nas laterais e em outras áreas próximas à cabine. Automóveis e motocicletas devem evitar permanecer por muito tempo ao lado de carretas e só retornar à faixa após concluir a ultrapassagem com distância suficiente.

Se surgir um veículo no sentido contrário durante uma ultrapassagem, o condutor deve interromper a manobra e retornar à faixa assim que houver condições seguras, sem movimentos bruscos. Quem percebe a situação deve evitar acelerar ou disputar espaço. O acostamento também não deve ser usado automaticamente como rota de fuga, pois pode haver pessoas, motocicletas, veículos parados ou obstáculos.

Em caso de tombamento ou outro sinistro que deixe carga ou objetos na pista, os motoristas devem reduzir a velocidade com antecedência, sinalizar a situação e seguir as orientações das equipes de emergência. Nas rodovias federais, ocorrências podem ser comunicadas à PRF pelo telefone 191, informando o local, o sentido da via, os veículos envolvidos e a existência de vítimas.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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