Máquina de 700 toneladas monta viaduto de 3,4 km peça por peça

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Equipamento de 160 metros de comprimento avançava sobre os próprios pilares para instalar segmentos pré-moldados e construir o tabuleiro do Colne Valley Viaduct

Uma máquina de 700 toneladas foi usada para construir, trecho a trecho, o tabuleiro do Colne Valley Viaduct, uma ponte ferroviária de aproximadamente 3,4 quilômetros no Reino Unido. Em vez de depender de grandes guindastes instalados em cada vão, a estrutura móvel trabalhava sobre os pilares já construídos e avançava pelo próprio viaduto conforme a montagem prosseguia.

O equipamento, conhecido como launching girder ou viga lançadora, tinha cerca de 160 metros de comprimento. A solução foi adotada porque o viaduto atravessa rios, lagos e áreas ambientalmente sensíveis, reduzindo a necessidade de movimentar máquinas pesadas no terreno sob a estrutura.

O tabuleiro foi formado por cerca de 1.000 segmentos de concreto pré-moldado. Algumas das peças chegavam a pesar 140 toneladas e eram produzidas com encaixes específicos para a posição que ocupariam na ponte. Como o traçado possui curvas suaves, os segmentos precisavam ser fabricados com precisão para manter a geometria do viaduto ao longo dos quilômetros.

A montagem utilizava o princípio do balanço equilibrado. Os segmentos eram instalados alternadamente em lados opostos dos pilares, mantendo o peso distribuído enquanto o vão avançava. Depois do posicionamento, as peças recebiam cabos de protensão e tinham as juntas fechadas, formando uma estrutura contínua.

Concluída uma etapa, a própria viga lançadora reposicionava seus apoios e avançava até o próximo ponto de montagem. O ciclo era então repetido: recebimento do segmento, içamento, posicionamento, conexão e protensão das peças e deslocamento do equipamento.

A repetição desse processo permitiu transformar a construção de milhares de toneladas de concreto em uma sequência industrializada. Enquanto a máquina trabalhava sobre a estrutura, outros serviços podiam ocorrer simultaneamente, como a fabricação dos segmentos e o acabamento de trechos já montados.

A precisão era outro fator importante. Como cada peça correspondia a uma posição determinada, o controle geométrico precisava compensar as pequenas diferenças entre os segmentos e preservar o alinhamento do tabuleiro durante toda a construção.

O Colne Valley Viaduct integra o projeto ferroviário de alta velocidade HS2, no Reino Unido. A utilização da viga lançadora mostra como equipamentos de grande porte podem funcionar como uma espécie de fábrica móvel, permitindo que uma estrutura de quilômetros de extensão seja construída pela repetição de uma mesma sequência de montagem.

Fonte: HS2 Ltd / Diário da Engenharia

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