Foto meramente ilustrativa, não retrata o acidente real
Dados enviados pela própria montadora à autoridade de trânsito americana indicam que sistema de assistência estava acionado no momento da colisão que matou um homem de 82 anos em Nova Jersey
Um Tesla Model 3 atingiu um Honda Civic em um cruzamento de Buena Vista Township, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e provocou a morte do motorista do outro veículo, Stephen Field, de 82 anos. Segundo dados apresentados pela própria Tesla à Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA), um sistema de assistência à condução estava ativo no momento da colisão.
O acidente ocorreu no cruzamento da County Route 671 com a Chestnut Avenue. O Civic fazia uma conversão à esquerda quando foi atingido pelo Model 3, que, segundo os registros do caso, não respeitou a sinalização de parada. A ocorrência foi inicialmente registrada pelas autoridades locais como resultado de erro humano.
A informação sobre o sistema de assistência surgiu a partir da análise de dados obtidos pelo site Electrek. As montadoras são obrigadas a comunicar à NHTSA acidentes graves envolvendo veículos equipados com sistemas de assistência ao motorista de nível 2 que tenham sido utilizados nos 30 segundos anteriores ao impacto.
No relatório enviado cinco dias após a ocorrência, a Tesla classificou o sistema como “Verificado Engajado”, indicando que o Autopilot ou o Full Self-Driving (FSD) estava acionado durante o episódio. Parte das informações, porém, foi omitida pela empresa sob a justificativa de que se tratava de segredo comercial confidencial. Entre os dados não divulgados estão detalhes da colisão, a versão do software instalada no veículo e informações sobre a possibilidade de utilização da tecnologia naquele trecho.
O episódio ocorre enquanto a Tesla enfrenta questionamentos judiciais relacionados ao funcionamento de seus sistemas de assistência. Em um caso envolvendo um acidente de 2019 na Flórida, um tribunal federal condenou a montadora a pagar US$ 243 milhões em indenizações pela morte de Naibel Benavides Leon e pelos ferimentos graves sofridos por Dillon Angulo. Na ocasião, um Model S com o Autopilot acionado atingiu um Chevrolet Tahoe parado no acostamento após atravessar uma interseção sem frear ou emitir alertas.
A Tesla contestou a decisão e afirmou que a condenação poderia desestimular o desenvolvimento de tecnologias de assistência à condução. No caso de Nova Jersey, entretanto, ainda há investigação sobre as circunstâncias da colisão e sobre a atuação do sistema no momento do acidente.
Fonte: Terra / Electrek / NHTSA



