Temporal na estrada exige mais do que reduzir a velocidade; saiba quando parar

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Rainy Highway Perspective Capturing Speed, Danger, and the Risk of Reckless Driving on a Stormy, Overcast Day

Chuva forte, granizo, alagamentos e ventos intensos podem tornar a interrupção da viagem a opção mais segura para o motorista

Enfrentar um temporal na estrada exige mais do que simplesmente diminuir a velocidade. Com alertas de tempestade em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste nesta quinta-feira (10), condições como baixa visibilidade, granizo, alagamentos e rajadas de vento podem comprometer o controle do veículo. Em determinadas situações, a recomendação mais segura é interromper o deslocamento e procurar um local protegido.

A velocidade deve ser reduzida gradualmente assim que a chuva ficar intensa, sempre com aumento da distância em relação ao veículo da frente. Frenagens bruscas, acelerações fortes, mudanças repentinas de faixa e movimentos abruptos no volante devem ser evitados. Os faróis baixos devem permanecer ligados para melhorar a visibilidade do próprio veículo e facilitar sua identificação pelos demais condutores.

Não existe uma velocidade que garanta segurança em qualquer temporal. Se o motorista já não consegue enxergar adequadamente a sinalização, os outros veículos ou os limites da pista, continuar pode ser arriscado mesmo em baixa velocidade. O mesmo vale quando a água cobre a via, as rajadas deslocam o veículo lateralmente, há granizo intenso, queda de árvores ou postes ou existe risco de deslizamento. Nesses casos, o ideal é sair do fluxo e procurar um posto, estacionamento ou outra área protegida. O acostamento não deve ser usado como local de parada, exceto quando uma emergência impedir o deslocamento até um ponto seguro.

O pisca-alerta também exige atenção. O dispositivo não deve ser utilizado com o veículo em movimento apenas porque a chuva está forte, pois pode levar outros motoristas a interpretar que o automóvel está parado ou em situação de emergência. Durante o deslocamento, devem permanecer acesos os faróis baixos. O pisca-alerta fica reservado às situações previstas na regulamentação e, principalmente, à sinalização de um veículo imobilizado em emergência.

Outro risco é a aquaplanagem, que acontece quando uma camada de água faz os pneus perderem contato com o asfalto. Se o carro começar a deslizar sobre a água, o motorista deve manter o volante firme, retirar progressivamente o pé do acelerador e evitar frear ou fazer movimentos bruscos. Pneus calibrados e com sulcos em boas condições ajudam a diminuir o risco, mas não impedem o fenômeno quando há grande quantidade de água e velocidade incompatível.

Alagamentos merecem atenção redobrada. A água pode esconder buracos, objetos, erosões e outros danos na pista, além de apresentar uma correnteza capaz de deslocar o veículo. Se não for possível avaliar a profundidade e a força da água, a travessia deve ser evitada. O condutor também não deve retirar cones, barreiras ou outros bloqueios colocados pelas autoridades. Diante de árvores, postes ou fios caídos, é necessário manter distância e nunca tentar remover o obstáculo, já que cabos elétricos podem permanecer energizados mesmo sem apresentar sinais visíveis. Em emergências, podem ser acionados o Corpo de Bombeiros, pelo 193, e a Defesa Civil, pelo 199.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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