Embora incêndios em carros elétricos sejam pouco frequentes, especialistas afirmam que as baterias costumam apresentar sinais de alerta antes que ocorra um evento mais grave. Mudanças no funcionamento do veículo, odores incomuns, superaquecimento e mensagens de erro no painel podem indicar falhas que exigem atendimento imediato. As informações foram publicadas pelo Terra, com base em reportagem da Xataka.
Segundo a reportagem, a principal preocupação está relacionada ao fenômeno conhecido como fuga térmica (thermal runaway), uma reação em cadeia que pode ocorrer quando uma célula da bateria sofre danos, superaquecimento ou defeito interno. Antes que essa condição evolua para fumaça ou incêndio, o veículo normalmente emite avisos que permitem ao motorista agir preventivamente.
Quais são os principais sinais de alerta?
Os fabricantes equipam os veículos elétricos com sistemas de gerenciamento da bateria (BMS), responsáveis por monitorar continuamente temperatura, tensão e desempenho das células.
Quando alguma anomalia é detectada, o motorista pode perceber:
- mensagens de erro no painel;
- redução repentina da potência;
- superaquecimento da bateria;
- cheiro incomum, semelhante a plástico ou componentes químicos aquecidos;
- fumaça ou vapores saindo da região inferior do veículo, nos casos mais graves.
Sistema monitora a bateria continuamente
O gerenciamento eletrônico acompanha milhares de parâmetros em tempo real e, ao identificar uma alteração considerada anormal, pode limitar automaticamente o desempenho do veículo para proteger a bateria.
Esse monitoramento é uma das razões pelas quais especialistas afirmam que incêndios em veículos elétricos raramente acontecem de forma totalmente inesperada. Na maioria das situações existem indícios prévios de falha, embora o tempo entre o alerta e um agravamento possa variar conforme o tipo de problema.
O que fazer diante de um alerta?
Caso o veículo apresente avisos relacionados ao sistema de alta tensão ou à bateria, a recomendação é interromper o uso do automóvel assim que possível e procurar assistência técnica autorizada.
Se houver cheiro intenso, fumaça ou aquecimento anormal, a orientação é estacionar em local seguro, afastar-se do veículo e acionar os serviços de emergência. Especialistas também recomendam não tentar abrir ou manipular o conjunto de baterias.
Incêndios continuam sendo eventos raros
Apesar da repercussão que esses casos costumam ter, estudos citados na reportagem lembram que incêndios envolvendo veículos elétricos são estatisticamente menos frequentes do que aqueles registrados em automóveis com motores a combustão. O desafio, porém, é que, quando ocorrem, exigem procedimentos específicos de combate devido às características das baterias de íons de lítio.
O avanço das tecnologias de gerenciamento eletrônico e das novas químicas de baterias busca justamente reduzir esse risco, tornando os sistemas capazes de identificar falhas antes que elas evoluam para situações críticas.
Fonte: Terra, com informações da Xataka




