Uber corta 23% da área de RH e cultura em reestruturação global

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A Uber anunciou uma ampla reestruturação interna que resultará na eliminação de 23% dos postos de trabalho da divisão responsável por recursos humanos, recrutamento, cultura corporativa e gestão dos espaços de trabalho da empresa. A medida faz parte de um plano para simplificar a estrutura organizacional da companhia e aumentar a eficiência operacional sob a liderança da recém-promovida presidente da empresa, Jill Hazelbaker.

A informação foi divulgada inicialmente pela agência Bloomberg e repercutida por diversos veículos internacionais. Segundo a empresa, os cortes atingirão a área denominada People and Places, responsável pela gestão de pessoas, contratação de talentos, cultura organizacional e infraestrutura corporativa. Apesar do percentual elevado dentro do setor afetado, a Uber afirma que as demissões representam menos de 1% de sua força de trabalho global, atualmente composta por cerca de 34 mil funcionários.

Grande parte dos desligamentos ocorrerá em cargos de liderança e posições seniores, numa tentativa de reduzir níveis hierárquicos e tornar os processos internos mais ágeis. Em comunicado aos colaboradores, a nova presidente afirmou que algumas áreas da companhia haviam se tornado excessivamente complexas, com funções sobrepostas, responsabilidades pouco definidas e equipes distantes das operações que deveriam apoiar.

A reestruturação acontece poucas semanas após a promoção de Jill Hazelbaker, executiva que já comandava as áreas de marketing, comunicação e políticas públicas da empresa e passou a ocupar o cargo ampliado de presidente e diretora de assuntos corporativos. A executiva recebeu a missão de tornar a estrutura da companhia mais integrada e eficiente.

Além das demissões, a Uber também decidiu endurecer suas regras de trabalho presencial. Funcionários da área de recursos humanos que haviam recebido autorização para atuar remotamente voltarão a cumprir a política corporativa de presença física nos escritórios por pelo menos três dias por semana, norma implementada pela empresa desde junho de 2025.

A medida surge em um momento de transformação no setor de tecnologia, marcado por programas de redução de custos e revisão de estruturas administrativas. No entanto, diferentemente de outras gigantes do setor, a Uber afirmou que os cortes não estão relacionados à substituição de trabalhadores por inteligência artificial. A companhia sustenta que a decisão faz parte exclusivamente de uma reorganização administrativa destinada a melhorar a eficiência operacional.

O CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, reforçou em memorando interno que as mudanças são necessárias para maximizar o potencial da equipe e preparar a companhia para os desafios futuros. Segundo ele, o objetivo é criar uma estrutura mais enxuta e conectada às necessidades dos negócios.

Apesar da redução no quadro de pessoal, a Uber mantém seus planos de expansão em diversas áreas. Relatórios citados pela imprensa internacional indicam que a companhia continua com centenas de vagas abertas em setores estratégicos ligados à tecnologia, engenharia e desenvolvimento de produtos.

A empresa também destacou que a medida não afeta sua rede de aproximadamente 10 milhões de motoristas parceiros em todo o mundo, já que esses profissionais são classificados como prestadores de serviço independentes e não integram o quadro formal de funcionários da companhia.

A reorganização reforça uma tendência observada nas grandes empresas de tecnologia desde 2023: a busca por estruturas corporativas mais enxutas, redução de níveis hierárquicos e maior foco em produtividade. Para a Uber, a expectativa é que a simplificação da gestão permita acelerar decisões e aumentar a capacidade de adaptação em um mercado cada vez mais competitivo.

Fonte: Estadão / Bloomberg

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