A estabilidade do comércio marítimo internacional e as cadeias logísticas globais enfrentam uma ameaça crítica no Oriente Médio, com o Estreito de Ormuz posicionado à beira de um colapso operacional que remete a grandes crises geopolíticas do século passado. Analistas internacionais alertam que a escalada de tensões diplomáticas e militares na região pode desencadear o fechamento por tempo indeterminado dessa via navegável estratégica, repetindo o cenário histórico de 1967, quando a Guerra dos Seis Dias resultou no bloqueio total do Canal de Suez por um período de oito anos.
Meio século após o evento que paralisou a principal ligação entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, a comunidade internacional acompanha com apreensão o risco de um novo abismo logístico em uma das rotas comerciais mais sensíveis e vigiadas do planeta.
O impacto econômico de uma eventual interrupção no tráfego de navios pelo canal de Ormuz superaria a crise histórica de Suez devido à extrema dependência global do abastecimento energético que flui diariamente por aquela passagem marítima.
O estreito funciona como a garganta de escoamento para mais de um quinto do consumo mundial de petróleo e grandes volumes de gás natural liquefeito originados nos principais países produtores do Golfo Pérsico, tornando-se um ponto de estrangulamento vital para as economias ocidentais e asiáticas.
Diferente da paralisação de 1967, que forçou as frotas mercantes a contornarem o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança gerando atrasos e inflação no frete, o bloqueio do gargalo atual deixaria o mercado internacional sem alternativas imediatas de desvio para o volume de combustível transportado, ameaçando deflagrar uma crise energética e um choque de preços sem precedentes na história moderna.
Fonte: Terra





