O comportamento inadequado dos condutores nas vias urbanas e rodoviárias gerou um novo alerta entre especialistas de segurança viária, após uma pesquisa inédita revelar que o uso do telefone celular ao volante se tornou o fator de maior preocupação no trânsito brasileiro, superando inclusive o tradicional receio em relação ao excesso de velocidade. Os indicadores estatísticos do estudo demonstram que a distração provocada pela manipulação de aparelhos eletrônicos enquanto se conduz um veículo automotor é percebida pela sociedade e por técnicos como o principal vetor para o aumento de sinistros graves e atropelamentos no país.
O ato de desviar a atenção visual e cognitiva da pista para ler mensagens ou atender chamadas telefônicas reduz de forma drástica o tempo de reação do motorista diante de imprevistos e obstáculos.
O levantamento técnico destaca que o hábito de manusear smartphones durante a condução altera significativamente a percepção de risco e o controle dinâmico do automóvel, simulando os mesmos efeitos de lentidão de reflexos observados em motoristas embriagados. De acordo com os analistas envolvidos na pesquisa, as campanhas tradicionais de fiscalização e conscientização que historicamente focavam no controle estrito dos limites de velocidade precisam ser reformuladas urgentemente para combater a cegueira por desatenciosa provocada pelas telas digitais.
Diante desse cenário de perigo comportamental, órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito estudam o endurecimento das penalidades legais, além do uso de tecnologias avançadas de videomonitoramento capazes de detectar e registrar de forma automatizada a infração gravíssima de segurar ou manusear o aparelho celular na direção.
Fonte: Revista Carro





