Por Emerson Pereira – Foto Adham Silva
Passageiros que dependem das linhas operadas pela empresa Avanço na Região Metropolitana de Salvador vêm enfrentando uma série de problemas relacionados à operação da empresa no sistema metropolitano. Segundo informações enviadas ao SóMob, a empresa estaria sofrendo com déficit de frota, manutenção precária e descumprimento frequente dos horários programados.
Em visitas realizadas aos terminais Aeroporto e Águas Claras, a reportagem do SóMob constatou que a frota atualmente utilizada nas linhas da empresa é composta, em grande parte, por ônibus antigos e mal conservados, situação que tem provocado constantes falhas mecânicas e redução da quantidade de veículos disponíveis para operação.
A apuração também aponta que a Avanço atualmente não possui frota reserva para substituir veículos quebrados ou em manutenção. Com isso, passageiros têm convivido diariamente com a chamada “queima de horários”, quando viagens deixam de ser realizadas por falta de ônibus disponíveis.

Outro problema relatado por fontes ligadas à empresa é a existência de diversos veículos parados na garagem aguardando manutenção, cenário que agravaria ainda mais o déficit operacional da Avanço. Nos bastidores, funcionários e usuários relatam que parte desses ônibus estaria fora de circulação há longos períodos.

Além disso, a situação teria piorado após a transferência de cerca de 10 ônibus que operavam na Região Metropolitana para atender um contrato de transporte urbano na cidade de Valença, no baixo sul baiano. O deslocamento dos veículos ocorreu no início de abril e teria impactado diretamente a operação das linhas metropolitanas.
Com menos ônibus disponíveis, passageiros denunciam atrasos constantes, viagens lotadas e até abandono gradual de algumas linhas, especialmente nos horários de menor demanda.
Usuários também reclamam da dificuldade para obter informações oficiais sobre atrasos e cancelamentos de viagens, aumentando a sensação de insegurança e instabilidade no serviço prestado.
A reportagem do SóMob procurou a empresa Avanço e a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), responsável pela fiscalização da operação metropolitana, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.





