O segmento de automóveis eletrificados usados e seminovos no Brasil vive um período de forte aceleração econômica, desmistificando o antigo preconceito de que o mercado de revenda seria um gargalo para a consolidação da tecnologia no país. Dados estatísticos consolidados pela Fenabrave e por plataformas de comércio automotivo indicam que os modelos movidos a eletricidade de segunda mão estão registrando um giro de estoque extremamente rápido.
O fenômeno comercial demonstra que o consumidor brasileiro passou a enxergar os veículos eletrificados usados como uma excelente oportunidade de custo-benefício, atraído pela desvalorização inicial do modelo zero-quilômetro e pela manutenção rotineira consideravelmente mais barata.
O balanço mercadológico apresentado na quarta-feira (13) revela que o tempo médio de permanência de um veículo elétrico seminovo nos pátios das concessionárias e lojas multimarcas despencou para uma média de apenas 18 dias antes de ser comercializado. Esse índice de liquidez supera com folga o desempenho de modelos tradicionais equipados com motor flex a combustão de categorias equivalentes, que costumam demorar entre 28 e 35 dias para encontrar um novo comprador.
O relatório aponta que o grande motor desse dinamismo é a forte procura por modelos urbanos compactos que ainda se encontram dentro do período de garantia de fábrica oferecido pelas montadoras — que geralmente varia de 5 a 8 anos para o conjunto de baterias —, garantindo total segurança jurídica e mecânica para o novo proprietário.
Em termos simples, quanto menor o número, mais rapidamente o carro encontra comprador:
| Modelo | Propulsão | MDS (dias) |
| BYD Dolphin Mini | Elétrico | 15,1 |
| BYD Dolphin | Elétrico | 15,8 |
| BYD Song Pro | Híbrido plug-in | 17,9 |
| Chevrolet Onix | Combustão/Flex | 48,1 |
| Hyundai HB20 | Combustão/Flex | 45,5 |
| Volkswagen Polo | Combustão/Flex | 46,2 |
Fonte: InsideEVs Brasil





