A circulação de motocicletas entre os veículos em filas, popularmente conhecida como “corredor”, permanece como um dos temas mais polêmicos da mobilidade urbana no Brasil em 2026. Embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíba explicitamente a passagem de motos nos espaços entre faixas quando o trânsito está parado ou em baixa velocidade, especialistas fazem um alerta contundente sobre os riscos de segurança.
O debate central gira em torno do Artigo 192 do CTB, que exige o respeito à distância lateral de segurança, e a realidade das metrópoles brasileiras, onde o corredor é utilizado para garantir a agilidade das entregas e o fluxo de serviços.
Estudos de engenharia de tráfego revelam que a maioria dos sinistros envolvendo motociclistas ocorre devido à mudança de faixa repentina por parte dos carros e ao ponto cego dos motoristas, que muitas vezes não visualizam a aproximação rápida da moto no corredor.
Apesar da tentativa de regulamentação em trechos específicos de cidades como São Paulo, com a criação das “faixas azuis” destinadas exclusivamente às motos, a prática em vias comuns ainda carece de uma padronização nacional que equilibre a fluidez necessária para a categoria e a integridade física dos condutores. O risco é potencializado quando a velocidade no corredor excede em mais de 20% a velocidade dos demais veículos da via.
A posição de entidades de fiscalização é de que, embora o corredor seja uma realidade inevitável, a prudência deve prevalecer sobre a pressa. Especialistas recomendam que o motociclista evite transitar entre veículos quando o tráfego estiver em velocidades superiores a 40 km/h, em que o tempo de reação para manobras evasivas é drasticamente reduzido.
A discussão legislativa atual busca definir critérios mais claros para o uso desse espaço, visando reduzir as taxas de letalidade que ainda colocam os motociclistas como as principais vítimas de acidentes graves no sistema viário nacional.
Fonte: Portal do Trânsito




