O projeto da Ponte Salvador–Itaparica avançou com a liberação de uma nova etapa essencial para a execução da obra após autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), publicada no Diário Oficial do Estado, permitindo a realização de dragagem na Baía de Todos-os-Santos. A medida marca um passo decisivo no processo de licenciamento ambiental e na preparação do canteiro marítimo para o início das obras, previsto para 4 de junho de 2026.
A autorização concede à concessionária responsável pelo empreendimento o direito de retirar cerca de 3,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos, em profundidade que pode chegar a 15 metros, ao longo de um período de três anos. Essa etapa é considerada fundamental para viabilizar a instalação das estruturas da ponte, uma vez que a dragagem prepara o fundo da baía para a fixação de pilares e demais elementos de sustentação.
Apesar do avanço, a construção propriamente dita ainda depende de outras licenças ambientais e autorizações em diferentes esferas — federal, estadual e municipal. Paralelamente, o projeto segue na fase final de estudos técnicos e sondagens geológicas, além da preparação dos canteiros de obras em Salvador, Vera Cruz e Maragogipe.
Com 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, a ponte será a maior da América Latina sob lâmina d’água, conectando a região do Terminal de São Joaquim, em Salvador, à localidade de Gameleira, em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. O investimento estimado gira em torno de R$ 10 bilhões a R$ 11 bilhões, dentro de uma parceria público-privada estruturada pelo governo da Bahia.
A obra integra um sistema viário mais amplo, que inclui túneis, viadutos, acessos urbanos e uma via expressa na ilha, com impacto direto na mobilidade e na economia de até 10 milhões de pessoas em mais de 250 municípios baianos.
A previsão oficial é de conclusão em 2031, com promessa de reduzir significativamente o tempo de travessia entre Salvador e a ilha, hoje dependente do sistema de ferry-boat, e de impulsionar o desenvolvimento logístico, turístico e econômico do estado.
Fonte: A Tarde



