Crise energética global coloca Europa em contagem regressiva por combustível

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O mercado global de energia entrou em uma fase crítica após a interrupção de fluxos no Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Um relatório do banco J.P. Morgan, divulgado no final de março, aponta que o sistema energético internacional vive uma “contagem regressiva silenciosa”, com redução gradual da oferta disponível.

Segundo a análise, o último grande envio de petróleo ocorreu em 28 de fevereiro, e desde então o abastecimento mundial depende de cargas já em trânsito. O impacto se espalha em cadeia: a Ásia foi a primeira região a sentir os efeitos entre o fim de março e 1º de abril, seguida pela África entre 2 e 5 de abril, com previsão de impacto mais intenso na Europa a partir de 10 de abril.

O cenário já pressiona os preços. O barril do petróleo tipo Brent registrou alta de quase 49% em março, ultrapassando os US$ 100, reflexo direto da competição global por cargas alternativas. Esse aumento já impacta combustíveis, transporte e custo de vida, especialmente em regiões mais dependentes de importação, como a Europa.

A crise também evidencia diferenças regionais. Enquanto os Estados Unidos têm maior margem devido à produção interna e devem enfrentar pico de pressão por volta de 15 de abril, países asiáticos, como a Índia — que depende de até 90% do petróleo importado do Golfo — já enfrentam filas em postos e episódios de escassez. As Filipinas, inclusive, declararam estado de emergência energética.

Se o cenário persistir, o déficit global pode ultrapassar 300 mil barris por dia em abril, chegando a mais de 2 milhões em maio e até 3 milhões em junho. Nesse ponto, o problema deixa de ser apenas econômico e passa a afetar diretamente a disponibilidade de combustível, com impactos profundos na mobilidade global.

Fonte: Xataka Brasil

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