Uma nova modalidade de crime tem preocupado motoristas em todo o Brasil: o furto de peças automotivas, especialmente em veículos das marcas Fiat, Volkswagen e Ford. Diferente dos roubos tradicionais, criminosos passaram a focar em componentes específicos, visando lucro rápido e baixo risco no mercado ilegal.
Entre os itens mais visados estão módulos eletrônicos (ECU), faróis, lanternas, sensores e centrais multimídia. Esses componentes são amplamente utilizados, possuem alto custo de reposição e são facilmente revendidos. Em alguns casos, como o de certos modelos da Fiat, peças são compatíveis entre diferentes veículos, o que aumenta ainda mais a demanda no mercado paralelo.
O impacto para o proprietário é imediato. Um módulo eletrônico furtado, por exemplo, pode impedir o carro de funcionar, gerando prejuízos superiores a R$ 2 mil. Já a reposição de faróis pode ultrapassar R$ 1 mil, enquanto centrais multimídia custam cerca de R$ 800 ou mais, sem contar a necessidade de reprogramação eletrônica.
Outro fator preocupante é a rapidez da ação criminosa. Os furtos ocorrem em poucos minutos, muitas vezes sem acionar alarmes, e podem acontecer até em locais considerados seguros. Em muitos casos, o motorista só percebe o crime ao tentar utilizar o veículo.
Especialistas apontam que o problema se intensifica porque essas marcas dominam a frota nacional, o que aumenta a circulação de peças e facilita a revenda ilegal. Modelos mais antigos ou com componentes compartilhados são os mais vulneráveis.
Para reduzir riscos, recomenda-se estacionar em locais iluminados, evitar longos períodos na rua, instalar travas adicionais no capô e contratar seguro com cobertura para peças. Ainda assim, o cenário exige atenção redobrada, já que o foco do crime mudou e pode atingir qualquer veículo, gerando prejuízo imediato e significativo.
Fonte: Portal automotivo



