Mobilidade urbana é o maior desafio para 44% dos brasileiros, aponta pesquisa da ONU

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Foto: Adobe Stock

A mobilidade urbana é apontada como o principal desafio das cidades brasileiras por 44% da população, segundo a pesquisa Agenda Urbana 2024, realizada pelo ONU-Habitat em parceria com a Colab e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). Os dados foram apresentados em 26 de março, durante o Smart City Expo Curitiba.

O levantamento ouviu 11,7 mil pessoas nos 26 Estados e no Distrito Federal, por meio de WhatsApp, aplicativos municipais e a plataforma Colab. A pesquisa também contou com a participação de arquitetos.

De acordo com o estudo, 48,9% dos entrevistados afirmam que o transporte público não atende às demandas do cotidiano, enquanto 62,3% discordam que haja integração eficiente entre os modais. Apesar disso, mais de 50% avaliam positivamente os projetos de mobilidade ativa, como ciclovias e caminhabilidade. No geral, 74,6% se dizem insatisfeitos com as medidas adotadas para melhorar a qualidade de vida nas cidades.

Destaques regionais

  • Centro-Oeste: 48% apontam a mobilidade como principal problema; no Distrito Federal, o índice chega a 60%.
  • Sul: média de 38% considera a mobilidade o maior desafio; no Rio Grande do Sul, 21% destacam a resiliência climática após enchentes.
  • Sudeste: mobilidade (31%) e habitação (16%) lideram as preocupações.
  • Nordeste: 34% apontam mobilidade como tema mais urgente; habitação e governança aparecem com 26%.
  • Norte: Amazonas (38%) e Tocantins (34%) lideram em mobilidade; em Roraima, 66% destacam a habitação.

Situação em São Paulo

No Estado de São Paulo, 31,3% consideram a mobilidade urbana o maior problema. Entre os paulistas, 64,8% avaliam como inadequado o tempo de espera no transporte público, e 86,6% acreditam que a população participa pouco das decisões urbanísticas. Para 40,9%, a infraestrutura atende apenas parcialmente às necessidades.

O levantamento reforça a projeção do ONU-Habitat de que mais de 80% da população brasileira viverá em áreas urbanas até 2050, ampliando a pressão sobre transporte, moradia e planejamento urbano.

Fonte: ONU-Habitat, Colab e CAU/BR.

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