Valor médio desembolsado recuou de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil, enquanto preços de tabela tiveram redução de 1,5%
O preço médio efetivamente pago por veículos leves zero-quilômetro no Brasil caiu 3,5% entre junho de 2025 e junho de 2026, passando de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil, em valores corrigidos pela inflação. A redução foi maior que a registrada nos preços públicos de tabela, que recuaram 1,5% no período, de R$ 172,5 mil para R$ 170 mil, segundo levantamento da Bright Consulting.
A diferença entre o valor anunciado pelas montadoras e o desembolsado pelos compradores aumentou de R$ 14,8 mil para R$ 17,9 mil. Na prática, o preço médio pago correspondia a 89,5% do valor de tabela em junho de 2026, ante 91,4% um ano antes. Os números indicam maior espaço para descontos e negociações na compra de veículos novos.
Segundo a análise, a concorrência mais acirrada no mercado contribui para esse cenário. A chegada de novas marcas, a oferta de modelos com preços competitivos e as campanhas comerciais incentivam fabricantes tradicionais a ampliar bônus e descontos para manter as vendas. A inclusão de mais equipamentos de conectividade, segurança e conforto também passou a ser utilizada como argumento para atrair consumidores.
Para aproveitar as condições comerciais, o comprador deve comparar propostas de versões equivalentes e verificar o preço final, incluindo frete, documentação e acessórios. Também é importante conferir se o desconto depende da entrega de um usado, de financiamento específico ou de estoque limitado, já que essas exigências podem alterar o custo da compra.
Nos negócios financiados, a análise não deve se limitar ao desconto anunciado. Taxas de juros, número de parcelas e custo total do crédito podem reduzir ou até eliminar a vantagem inicial. O levantamento compara valores até junho de 2026 e está sujeito a revisões.
Fonte: Garagem 360



