Passou pelo Free Flow e a cobrança não apareceu? Veja o que fazer

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Motorista deve acompanhar o registro da passagem, identificar a concessionária responsável e usar apenas canais oficiais para quitar a tarifa

Quem passa por uma rodovia com sistema Free Flow pode não encontrar a cobrança imediatamente. O pedágio eletrônico registra a passagem por meio de câmeras, sensores e antenas, mas a tarifa precisa ser processada antes de ficar disponível para pagamento.

Para quem utiliza TAG, a cobrança pode ser feita automaticamente. Já o motorista sem esse dispositivo precisa acompanhar os registros e quitar a tarifa pelos canais indicados pela concessionária. A ausência momentânea da cobrança, portanto, não significa que a passagem foi gratuita.

Desde agosto de 2026, o aplicativo CNH do Brasil permite consultar passagens de Free Flow integradas às bases nacionais. O caminho é acessar “Veículos”, selecionar o automóvel e entrar em “Pedágio eletrônico”. O sistema informa a passagem e a concessionária responsável, mas não realiza o pagamento. Quando houver valor pendente, o motorista é direcionado ao canal da empresa.

Se a passagem aparecer na CNH do Brasil, mas não estiver disponível para pagamento no sistema da concessionária, o motorista deve procurar diretamente a empresa responsável pelo trecho. É recomendável guardar protocolos, capturas de tela e comprovantes das tentativas de regularização.

Em viagens por diferentes rodovias, a consulta também ajuda a identificar qual concessionária deve ser procurada. Caso a passagem não apareça em nenhum sistema, o motorista deve ter em mãos a placa, a data, o horário aproximado e o trecho percorrido para solicitar a verificação.

Pela regra ordinária, a tarifa deve ser paga em até 30 dias após o processamento da passagem. Na CNH do Brasil, o prazo começa quando o registro aparece como “Pendente de pagamento”. Até 16 de novembro de 2026, porém, existe uma janela excepcional de transição e regularização. A tarifa continua obrigatória, mas os débitos abrangidos pela medida podem ser regularizados sem as penalidades de trânsito relacionadas ao não pagamento. A sistemática normal volta a valer em 17 de novembro.

Outro cuidado é evitar sites encontrados aleatoriamente em mecanismos de busca. Páginas falsas podem simular sistemas de pagamento do Free Flow, apresentar débitos inexistentes e induzir o motorista a fazer Pix. O mais seguro é consultar primeiro a CNH do Brasil ou acessar diretamente o site e os canais oficiais da concessionária.

Para quem vai viajar no feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, a recomendação é conferir as passagens depois do percurso e não deixar a regularização para o fim do prazo. Se houver divergência entre o registro e a possibilidade de pagamento, o motorista deve procurar a concessionária e manter os protocolos do atendimento.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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