Setor consumiu 66 mil toneladas em 2025, contra 71 mil toneladas em 2023; retração acumulada foi de cerca de 7%
A indústria automotiva brasileira utilizou 66 mil toneladas de plástico reciclado pós-consumo em 2025, segundo levantamento da MaxiQuim para o Movimento Plástico Transforma. O volume representa uma nova redução em relação ao ano anterior e ficou 5 mil toneladas abaixo do registrado em 2023.
Os dados mostram que o consumo passou de 71 mil toneladas em 2023 para 67 mil toneladas em 2024, uma queda de 5,6%. Em 2025, houve nova retração, de 1,5%, chegando a 66 mil toneladas. Apesar da sequência de quedas, o levantamento ressalta que 2023 havia apresentado crescimento de 7,5% sobre 2022, portanto não se trata de três anos consecutivos de retração.
A redução no setor automotivo ocorre em sentido diferente do mercado brasileiro de plástico reciclado como um todo. A demanda industrial pelo material chegou a aproximadamente 1,63 milhão de toneladas em 2025, enquanto a cadeia automotiva ficou atrás de segmentos como alimentos e bebidas, higiene e limpeza, construção e infraestrutura, agroindústria e utilidades domésticas.
O plástico reciclado é empregado pela indústria automotiva em componentes como peças internas, acabamentos, suportes, carpetes, forros e itens de reposição. Em 2023, o polipropileno reciclado representou 38,5 mil toneladas do consumo do setor, enquanto o PET respondeu por cerca de 20 mil toneladas e o poliestireno, por 3 mil toneladas.
Segundo a análise do estudo, a queda não permite concluir que as montadoras estejam abandonando o uso de materiais reciclados. Preços, disponibilidade de resinas, produção de veículos, mercado de reposição e processos de homologação podem alterar a demanda de um ano para outro, enquanto fabricantes também podem direcionar volumes para segmentos diferentes.
Outro fator que pode influenciar a cadeia é o Decreto 12.688/2025, que estabeleceu metas nacionais de conteúdo reciclado para embalagens plásticas. As exigências começam em 22% em 2026 e avançam gradualmente até 40% em 2040. Embora as metas não sejam destinadas diretamente às peças automotivas, a medida pode estimular a reciclagem e ampliar a oferta de materiais reciclados rastreáveis para diferentes aplicações.
Fonte: Garagem 360 / MaxiQuim / Movimento Plástico Transforma



