Derivado do Wuling Bingo Pro, compacto elétrico pode chegar ao país no início de 2027 com até 403 km de autonomia no ciclo chinês
A Chevrolet confirmou que avalia a chegada de um novo hatch compacto elétrico ao Brasil, em um projeto que já ganhou o apelido de “Celta elétrico”. Baseado no chinês Wuling Bingo Pro, o modelo deve ser posicionado como o carro elétrico de entrada da General Motors no mercado nacional e tem lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2027.
A confirmação partiu de Thomas Owsianski, CEO da GM para a América do Sul, que anunciou a assinatura de um protocolo de intenções com a SGMW durante uma viagem à China. A empresa é uma joint venture formada por SAIC Motor, General Motors e Guangxi Automobile Group. O acordo prevê a avaliação de novos produtos para a América do Sul, entre eles o compacto que poderá receber a marca Chevrolet.
O nome comercial ainda não foi oficialmente confirmado, mas o modelo é cotado para ser chamado de Joy EV. O nome tem uma ligação curiosa com a história recente da Chevrolet no Brasil: “Joy” foi utilizado pela marca para identificar a primeira geração do Onix, que continuou sendo vendida mesmo após a chegada da segunda geração do hatch.
Na China, o Bingo Pro utiliza um motor elétrico dianteiro de 88 cv e pode ser equipado com baterias de 32 kWh ou 38 kWh. A autonomia anunciada varia entre 330 km e 403 km, conforme a configuração e o ciclo de medição chinês. O modelo também conta com sistema de recarga rápida capaz de elevar a carga da bateria de 30% para 80% em cerca de 15 minutos.
Caso seja confirmado para o Brasil, o compacto terá uma função estratégica para a GM: reduzir a barreira de entrada para quem pretende comprar um Chevrolet elétrico. Atualmente, a oferta de veículos elétricos ainda é concentrada em modelos que, em geral, custam mais do que os carros compactos tradicionais de entrada. A chegada de um hatch menor permitiria à marca disputar diretamente uma faixa mais acessível do mercado de eletrificados.
Outro ponto que pode mudar o projeto para o consumidor brasileiro é a produção local. A possibilidade de fabricação no país vem sendo associada ao projeto, mas a GM ainda não confirmou oficialmente onde o veículo seria produzido nem se o modelo vendido no Brasil manterá exatamente as especificações da versão chinesa. Por isso, preço, autonomia, bateria e equipamentos para o mercado nacional ainda precisam ser oficialmente divulgados.
Fonte: Terra / GM Authority / General Motors / Wuling



