O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 identificou 328 projetos de mobilidade urbana que, juntos, demandariam cerca de R$ 500 bilhões em investimentos para ampliar e qualificar o transporte público coletivo no país. O levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi apresentado na quarta-feira (12), durante o Seminário NTU 2026, em São Paulo.
Do total, 280 projetos de transporte rodoviário urbano representam investimentos estimados em R$ 97,6 bilhões. A carteira inclui corredores e faixas exclusivas para ônibus e sistemas de BRT, estruturas que permitem priorizar o transporte coletivo e reduzir o tempo de viagem.
Quase 2,7 mil quilômetros de corredores e faixas
Segundo a CNT, os projetos somam 2.694 quilômetros de infraestrutura de priorização do transporte coletivo urbano.
A carteira contempla:
- mais de 1.500 km de BRTs, distribuídos por 34 cidades;
- 758 km de corredores exclusivos, em 24 cidades;
- 758 km de faixas exclusivas, em seis cidades.
Outros R$ 410 bilhões seriam destinados a sistemas metroferroviários, enquanto R$ 2,8 bilhões contemplariam terminais de integração e projetos hidroviários urbanos.
A CNT ressalta que os 328 projetos representam uma carteira de referência, e não obras já contratadas ou investimentos com recursos garantidos.
Região Metropolitana do Recife está entre as áreas contempladas
A Região Metropolitana do Recife (RMR) aparece entre as regiões consideradas no levantamento da CNT para investimentos em infraestrutura estruturante de transporte público.
O potencial de expansão da rede também é apontado pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades. Segundo o estudo citado na matéria, a RMR poderia mais que dobrar sua rede de transporte coletivo de média e alta capacidade, passando dos atuais 68 quilômetros para até 150 quilômetros nas próximas décadas.
O levantamento da CNT também inclui outras capitais e regiões metropolitanas, como Salvador, Fortaleza, João Pessoa, Natal e Aracaju.
Financiamento é um dos principais desafios
Apesar do volume de projetos identificados, a própria CNT destaca que transformar a carteira em obras exigirá planejamento integrado, assistência técnica aos municípios, segurança jurídica e articulação entre os setores público e privado.
A entidade disponibiliza os projetos em uma plataforma pública, com possibilidade de consulta por estado, região e município. A ferramenta pode ser utilizada para identificar intervenções previstas e subsidiar a estruturação de projetos de mobilidade.
Fonte: JC/Coluna Mobilidade, com informações do Plano CNT de Transporte e Logística 2026.



