O Brasil alcançou uma marca histórica na aviação de negócios ao superar 11 mil aeronaves executivas em operação. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) organizados pela Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a frota chegou a 11.362 aeronaves em maio de 2026, um crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi impulsionado principalmente pelos jatos executivos, que registraram a maior expansão entre todas as categorias
Com esse resultado, o Brasil consolida a posição de segundo maior mercado de aviação executiva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O setor será um dos principais destaques da LABACE 2026, maior feira de aviação de negócios da América Latina, marcada para os dias 4 a 6 de agosto, em São Paulo.
Jatos são o segmento que mais cresce
O levantamento mostra que a frota de jatos executivos passou de 1.060 aeronaves em maio de 2025 para 1.193 em maio de 2026, um aumento de 12,5% em apenas um ano. Segundo a ABAG, o crescimento reflete a maior demanda por aeronaves capazes de realizar voos mais longos, com maior eficiência operacional e ganho de produtividade para empresas e executivos.
Para o CEO da entidade, Flávio Pires, o mercado brasileiro entrou em uma nova fase, impulsionado pela renovação da frota, pelo crescimento da oferta de serviços de compartilhamento e fretamento de aeronaves e pela necessidade de conectar regiões pouco atendidas pela aviação comercial.
Conectividade amplia importância da aviação executiva
Embora frequentemente associada ao mercado de luxo, a aviação executiva exerce papel estratégico no país. Enquanto a aviação comercial atende cerca de 147 cidades brasileiras, a aviação geral alcança mais de 5.500 municípios, permitindo deslocamentos para regiões onde não há voos regulares ou onde o acesso terrestre é mais demorado.
O segmento é considerado essencial para atividades como agronegócio, mineração, petróleo e gás, além de operações médicas, transporte corporativo e missões de apoio logístico.
Crescimento acompanha expansão dos aeroportos especializados
O aumento da frota também vem sendo acompanhado por maior movimentação em aeroportos voltados à aviação executiva. Um exemplo é o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, que registrou crescimento de aproximadamente 47% nas operações desde 2022, impulsionado pela expansão do setor e pela demanda crescente por mobilidade aérea corporativa.
A expectativa é de que o mercado continue aquecido nos próximos anos, impulsionado pela modernização das aeronaves, pela ampliação dos serviços de táxi aéreo e pelo aumento da procura por soluções de mobilidade de alta eficiência.
Fonte: Forbes Brasil, com dados da ANAC e da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG)




