As autoridades europeias passaram a elaborar um plano de emergência para assegurar o abastecimento de combustível de aviação, diante da redução dos estoques estratégicos provocada pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre a cadeia global de fornecimento. Embora a operação dos aeroportos e das companhias aéreas continue normal, especialistas alertam que a margem de segurança diminuiu e poderá exigir medidas extraordinárias caso ocorram novas interrupções no abastecimento internacional.
Segundo informações divulgadas pelo setor energético, as reservas de querosene de aviação na Europa caíram para um volume equivalente a menos de 30 dias de consumo, um dos menores níveis registrados nos últimos anos. O cenário coincide com o aumento das tensões envolvendo o Irã e com a possibilidade de novas restrições ao transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz, uma das principais rotas mundiais para o comércio de petróleo e derivados.
Dados citados pela reportagem, com base em levantamento da Reuters, mostram que a Europa mantém atualmente cerca de 38 milhões de barris de combustível de aviação armazenados, enquanto os Estados Unidos possuem aproximadamente 99 milhões de barris em estoque. Ao mesmo tempo, as importações europeias cresceram para cerca de 673 mil barris por dia, o maior volume registrado desde outubro de 2025, numa tentativa de recompor as reservas.
A preocupação das autoridades está relacionada à forte dependência europeia de fornecedores externos, especialmente do Oriente Médio, e ao fechamento de algumas refinarias nos últimos anos, fatores que reduziram a capacidade do continente de responder rapidamente a uma eventual interrupção prolongada no fornecimento.
Entre as medidas em avaliação estão ações para garantir o abastecimento dos aeroportos, ampliar o monitoramento dos estoques e preparar respostas coordenadas caso a situação se agrave. Apesar disso, não há, neste momento, previsão de racionamento nem de cancelamentos de voos por falta de combustível, segundo a reportagem.
Especialistas destacam que o cenário ainda é de atenção, e não de crise instalada. No entanto, uma eventual escalada do conflito ou novas interrupções logísticas poderão reduzir ainda mais os estoques estratégicos, afetando a operação das companhias aéreas e pressionando os custos do transporte aéreo.
Fonte: AeroJota.



