A Louis Vuitton anunciou o retorno de uma de suas mais tradicionais iniciativas ligadas ao universo automotivo. Entre a terça-feira (1º) e a sexta-feira (4) de setembro, a grife francesa promoverá a Louis Vuitton Dolomites Classic Run 2026, uma prova de regularidade para automóveis clássicos que percorrerá cerca de 600 quilômetros entre Veneza, a região das Dolomitas e o Autódromo de Monza, na Itália. O evento marca a retomada da competição após 14 anos, já que sua última edição foi realizada em 2012.
A corrida faz parte de uma tradição iniciada pela maison em 1993, quando organizou a primeira Louis Vuitton Classic Run na Malásia. Desde então, o evento passou por destinos como Toscana (1995 e 1997), China (1998), Boêmia (2006) e Veneza (2012), reunindo colecionadores e alguns dos mais valiosos automóveis clássicos do mundo em percursos que combinam turismo, patrimônio histórico e automobilismo.
A edição de 2026 terá início na Villa Pisani, em Stra, às margens da Riviera del Brenta. De lá, os participantes seguirão pelas Dolomitas, cadeia montanhosa reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO, antes de chegarem ao Autódromo Nazionale di Monza, um dos circuitos mais tradicionais do automobilismo mundial. A passagem por Monza coincidirá com a abertura do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, quando os veículos históricos desfilarão diante do público. Além disso, os automóveis permanecerão expostos na Villa Reale, localizada no Parco di Monza, até o encerramento da programação.
A cerimônia de premiação será realizada no Castello Sforzesco, em Milão. O troféu da competição foi criado pela designer Sabine Marcelis, em parceria com a tradicional fabricante italiana de vidro Venini, e será transportado durante toda a prova em um Trophy Trunk especialmente desenvolvido pela Louis Vuitton.
O evento também reforça a histórica ligação da Louis Vuitton com o setor automotivo. Em 1897, Georges Vuitton, filho do fundador da marca, desenvolveu um dos primeiros baús planos para automóveis, solução que facilitava o transporte de bagagens nos veículos da época. Anos depois, em 1905, a empresa lançou os Sacs Chauffeurs, bolsas especialmente projetadas para os primeiros automóveis, consolidando uma relação que ultrapassa um século entre a maison e o universo das quatro rodas.
Além da competição, a iniciativa terá caráter cultural. A Louis Vuitton firmou parcerias com instituições italianas, como a Villa Reale de Monza, o Castello Sforzesco, a Villa Pisani e a Fundação MUVE, responsável pelos Museus Cívicos de Veneza, para apoiar projetos de preservação e restauração do patrimônio histórico e artístico da região. Segundo a marca, a proposta é unir automobilismo, cultura, turismo e o conceito do “art de voyager” (a arte de viajar), um dos pilares históricos da maison.
Fonte: Forbes Brasil.



