O Ministério dos Transportes anunciou uma medida estratégica estrutural para a infraestrutura logística da Região Norte do país com a destinação oficial de um montante exato de R$ 1,45 bilhão em recursos federais. O investimento robusto será integralmente aplicado na execução de obras de melhorias e pavimentação asfáltica no chamado “trecho do meio” da rodovia federal BR-319, localizado no estado do Amazonas.
O anúncio do aporte financeiro foi formalizado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que destacou a importância de restabelecer a conectividade por terra com a região, permitindo o tráfego seguro de pessoas e cargas ao longo de uma via historicamente marcada por problemas de atoleiros e isolamento em períodos de chuva.
As intervenções de engenharia civil autorizadas pelo Governo Federal abrangem uma extensão exata de 52 quilômetros de pistas, compreendida especificamente entre o quilômetro 250 e o quilômetro 302 da rodovia. O avanço técnico e jurídico para o início das obras foi viabilizado após o Ibama conceder a Licença Prévia (LP) para o empreendimento, atestando a viabilidade ambiental do projeto no coração da Floresta Amazônica.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) será o órgão responsável por gerenciar o orçamento e fiscalizar a execução dos contratos de terraplenagem, pavimentação e drenagem profunda, assegurando o cumprimento dos prazos estipulados no cronograma executivo.
A modelagem do projeto incorpora rígidas exigências e salvaguardas de sustentabilidade para mitigar os impactos ambientais na fauna e na flora nativas da região amazônica. O caderno de encargos do Ministério dos Transportes determina a instalação obrigatória de passagens de fauna aéreas e subterrâneas para garantir o deslocamento seguro dos animais silvestres, além da construção de cercas de proteção nas margens e a instalação de postos de fiscalização eletrônica de velocidade.
Com a liberação do crédito de R$ 1,45 bilhão, o Governo Federal busca consolidar a rodovia como um corredor de integração socioeconômica viável entre as capitais Manaus e Porto Velho, garantindo o abastecimento contínuo de insumos básicos para as populações locais e reduzindo o custo logístico do transporte de mercadorias no extremo norte brasileiro.
Fonte: Ministério dos Transportes





