Diesel resiste entre usados na França, mas frota envelhecida revela declínio

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O mercado francês de carros usados ainda tem o diesel como tipo de motorização dominante, mas os dados mais recentes indicam uma mudança estrutural: o combustível segue forte em volume, porém cada vez mais concentrado em veículos antigos, mais rodados e mais baratos. Segundo estudo da AutoScout24, com dados da NGC, o diesel responde por cerca de 43% das transações de usados na França desde o início do ano, enquanto nos carros novos representa apenas 5% dos registros e caiu para 2,6% em março.

O contraste mostra a defasagem natural entre o mercado de novos e o de usados. Mesmo com a queda acelerada do diesel nas concessionárias, a presença desse tipo de motor nos classificados e nas transações entre particulares ou profissionais permanece elevada porque depende da frota já existente. Em outras palavras, o diesel não desaparece de imediato: ele permanece circulando, mas vai perdendo espaço nas gerações mais recentes de veículos.

O dado que melhor revela essa transição está na idade da frota. No primeiro trimestre de 2026, quase 3 em cada 10 carros a diesel usados registrados na França tinham mais de 16 anos, proporção que vem crescendo de forma constante. Ao mesmo tempo, os modelos a diesel mais novos ficam cada vez mais escassos, consequência direta do colapso das vendas desse combustível no mercado de veículos novos nos últimos anos.

A mudança também aparece nos preços. Na plataforma AutoScout24.fr, o preço médio dos carros a diesel usados caiu 5,7% em relação ao ano anterior, enquanto o volume de anúncios despencou quase pela metade desde 2021. Esses indicadores sugerem um mercado menos dinâmico, sustentado sobretudo por compradores que ainda buscam uma solução econômica para uso intensivo, especialmente em rodovias.

A França segue como um caso particular na Europa, com cerca de 19 milhões de veículos a diesel em circulação e quase metade da frota ainda movida por esse combustível. Por isso, o declínio tende a ser mais lento do que em outros países europeus. O problema central, porém, já não é apenas a perda de popularidade do diesel, mas o envelhecimento da frota francesa, com motoristas mantendo carros por mais tempo ou recorrendo a modelos antigos por serem mais acessíveis.

Fonte: Terra / Xataka

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