Canadá abre mercado e veículos chineses avançam na América do Norte

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O Canadá confirmou a entrada de montadoras chinesas como BYD, Chery e Geely, marcando uma mudança relevante no mercado automotivo da América do Norte. As empresas planejam iniciar vendas ainda este ano, rompendo com a postura mais restritiva adotada pelos Estados Unidos e ampliando a concorrência no setor de veículos elétricos.

A decisão ganhou força após negociações diplomáticas entre o governo canadense e autoridades chinesas no início de 2026. Como resultado, o país reduziu drasticamente a tarifa de importação de veículos elétricos chineses, que caiu de 100% para apenas 6%, tornando o mercado muito mais acessível para essas marcas e para os consumidores locais.

O acordo prevê a entrada de até 49 mil veículos elétricos por ano, sendo que metade deles deverá custar menos de US$ 35 mil (cerca de R$ 180 mil). A medida busca enfrentar um dos principais obstáculos à eletrificação: o alto custo dos carros elétricos, ampliando as opções para o consumidor canadense.

Apesar da abertura, a entrada das montadoras não será automática. As empresas precisarão cumprir exigências rigorosas, como homologação técnica, criação de rede de concessionárias e estrutura de financiamento local. Além disso, terão que atender às Normas Canadenses de Segurança de Veículos Automotores, bem como regras de segurança cibernética e proteção de dados.

Mesmo com os desafios regulatórios, o cenário é promissor. Pesquisas indicam que até 70% dos consumidores canadenses considerariam comprar um carro elétrico chinês. O processo de autorização começou em 1º de março, com permissões distribuídas até fevereiro de 2027, cada uma com validade de até 60 dias, indicando um modelo de entrada gradual e controlado no mercado.

Fonte: Xataka Brasil

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