Alta do diesel dispara reajuste do frete rodoviário e pressiona custos no país

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O aumento no preço do diesel levou a Agência Nacional de Transportes Terrestres a atualizar os pisos mínimos do frete rodoviário, após a alta de 13,32% no diesel S10, que passou de R$ 6,08 para R$ 6,89 por litro entre março de 2026. A medida segue a Lei nº 13.703/2018, que determina a revisão automática da tabela sempre que a variação do combustível ultrapassa 5%, mecanismo conhecido como “gatilho”.

Com a atualização, os reajustes variam conforme o tipo de operação: o transporte de carga lotação teve aumento médio de 4,82%, enquanto veículos automotores de carga registraram alta de 5,57%. Já no segmento de alto desempenho, os reajustes chegaram a 6,15% para carga lotação e até 7% para veículos especializados, refletindo diretamente o impacto do combustível nos custos logísticos.

Os dados utilizados para o cálculo são baseados em levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que monitora os preços médios praticados no país. Pela regra atual, a tabela de frete também pode ser revisada periodicamente a cada seis meses, mesmo sem variações expressivas.

O reajuste reforça a forte dependência do transporte rodoviário em relação ao diesel, principal insumo do setor, e tende a gerar efeitos em cadeia, pressionando custos de transporte, preços de produtos e inflação. Em um país onde a logística depende majoritariamente das rodovias, oscilações no combustível continuam sendo um dos principais fatores de impacto econômico.

Fonte: Terra

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