A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis práticas abusivas nos preços dos combustíveis, em meio à escalada recente causada por fatores internacionais. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que criticou o uso indevido de justificativas externas para elevar valores. Segundo ele, é “inaceitável” atribuir aumentos à guerra sem comprovação real de impacto nos custos.
A investigação ocorre paralelamente a uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor, que já realizou 669 fiscalizações em postos de combustíveis, além de inspecionar 64 distribuidoras e ao menos uma refinaria em 16 estados. A operação conta ainda com o apoio de mais de 100 Procons estaduais e municipais, ampliando o alcance das ações de controle.
O objetivo do governo é garantir transparência na formação de preços e proteger o consumidor, especialmente em um cenário de forte volatilidade internacional. As fiscalizações já alcançam estados como Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, entre outros.
A iniciativa surge em um momento de pressão sobre os combustíveis e risco de efeitos em cadeia sobre inflação, transporte e custo de vida, reforçando a atuação do governo no monitoramento do mercado.
Fonte: Correio



