O eclipse lunar total previsto para a madrugada de 3 de março, confirmado pela NASA, deve durar cerca de 58 minutos na fase máxima, entre 6h04 e 7h03 (horário de Brasília). Embora seja um fenômeno astronômico seguro para observação, o evento pode gerar impactos indiretos na mobilidade urbana, especialmente no trânsito durante a madrugada.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Durante a totalidade, a Lua adquire tonalidade avermelhada — a chamada “Lua de Sangue”. O eclipse começa às 3h44 (fase penumbral) e se encerra às 9h23.
Possíveis reflexos no trânsito
Mesmo sem provocar “apagão” real ou risco à visão, o eclipse pode afetar a circulação urbana por diferentes fatores:
- Aumento de fluxo em áreas afastadas: muitas pessoas se deslocam para locais com menor poluição luminosa, o que pode gerar concentração de veículos em mirantes, orlas e rodovias.
- Distração ao volante: motoristas podem reduzir a atenção ao tentar observar o céu enquanto dirigem, elevando o risco de acidentes.
- Colisões com animais: por ocorrer em noite de Lua Cheia, estudos indicam que atropelamentos de animais podem aumentar em até 45%, sobretudo em regiões rurais.
- Luminosidade reduzida na fase total: a diminuição temporária do brilho lunar pode impactar vias sem iluminação pública.
Orientação
Especialistas recomendam que a observação seja feita com o veículo estacionado em local seguro. Para quem estiver em deslocamento, a orientação é manter foco total na via, respeitar limites de velocidade e redobrar a atenção, principalmente em rodovias e áreas periféricas.
O eclipse lunar é um evento natural e previsível, mas sua repercussão no fluxo de pessoas reforça a necessidade de planejamento e prudência na mobilidade urbana.
Fonte: NASA.



