ANTT deu à concessionária EPR Iguaçu 180 dias para apresentar projeto e orçamento do sistema, que identifica o peso dos veículos sem exigir parada em balanças convencionais. Ainda não há previsão para o início da fiscalização.
A fiscalização do peso de caminhões em movimento poderá ser ampliada no Paraná após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizar a elaboração do projeto para implantação da tecnologia nas rodovias administradas pela concessionária EPR Iguaçu. A Decisão SUROD nº 1.647/2026 foi publicada no Diário Oficial da União em 16 de outubro e estabelece prazo de 180 dias para a apresentação do projeto executivo e do orçamento.
A concessionária administra cerca de 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do estado. A autorização, no entanto, ainda não libera o início das operações: os documentos precisam ser apresentados e analisados pela agência, e não foram definidos os locais de instalação nem a data para o começo das autuações.
O sistema, conhecido como HS-WIM, utiliza sensores para medir o peso dos veículos enquanto eles trafegam pela pista, na velocidade da rodovia. Com isso, a fiscalização pode identificar caminhões com excesso de carga sem exigir o desvio para uma balança convencional. A tecnologia já é utilizada no Brasil na concessão da Ecovias do Cerrado, nas rodovias BR-364 e BR-365, desde dezembro de 2024.
Segundo a ANTT, o excesso de peso aumenta o risco de sinistros, acelera o desgaste do pavimento e reduz a vida útil das estruturas rodoviárias. A pesagem em movimento também pode ajudar a identificar irregularidades que passam despercebidas em métodos tradicionais de fiscalização.
Nos trechos em que o sistema estiver devidamente implantado e autorizado, as autuações por excesso de peso terão as mesmas características das emitidas em postos convencionais. Para isso, a tecnologia precisa atender aos requisitos de precisão metrológica previstos na regulamentação.
A próxima etapa será a análise do projeto e do orçamento apresentados pela EPR Iguaçu. A decisão prevê procedimentos para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, conforme as condições estabelecidas no ato. Até que haja novas autorizações, não é possível afirmar quando a pesagem em movimento começará a funcionar no trecho paranaense.
Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade



