Android Auto pode deixar de funcionar em celulares antigos; Google ainda não confirmou mudança

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Avisos recebidos por usuários levantam a possibilidade de o sistema passar a exigir Android 11 também na conexão por cabo, o que afetaria aparelhos limitados às versões 9 e 10

Motoristas que utilizam celulares antigos para conectar aplicativos à central multimídia do carro podem perder o acesso ao Android Auto caso o Google confirme uma possível mudança nos requisitos do sistema. Relatos publicados em outubro de 2026 indicam que usuários de aparelhos com Android 9 e Android 10 receberam avisos sobre uma futura incompatibilidade. Até o momento, porém, a empresa não anunciou oficialmente a alteração, e o serviço continua funcionando normalmente nos dispositivos mencionados.

Entre os aparelhos citados nos relatos estão os Samsung Galaxy S9, Galaxy Note 9 e Sony Xperia XZ2 Compact, modelos lançados em 2018 que ficaram limitados ao Android 10 em suas atualizações oficiais. As notificações levaram usuários a questionar se o Google pretende elevar a versão mínima exigida para utilizar o sistema de espelhamento do celular na tela do veículo.

Atualmente, os requisitos variam conforme o tipo de conexão. O Android Auto funciona com Android 9 ou versões posteriores quando conectado por cabo USB. Para a conexão sem fio, a exigência mínima é o Android 11. A hipótese levantada por veículos especializados é que o Google passe a exigir o Android 11 em ambas as modalidades, mas essa mudança ainda não foi confirmada.

A empresa já alterou os requisitos de compatibilidade em outras ocasiões. Em 2024, o Android 9 passou a ser a versão mínima exigida, enquanto o suporte ao Android 8 foi encerrado posteriormente. Esse histórico ajuda a explicar a preocupação dos usuários, mas não confirma que uma nova restrição esteja prestes a entrar em vigor.

O possível impacto pode alcançar uma parcela relevante dos aparelhos em uso. Estatísticas de distribuição do Android referentes a dezembro de 2025 indicavam que 7,8% dos dispositivos contabilizados utilizavam o Android 10 e 4,5% estavam no Android 9. Os números somados representam 12,3% da base considerada naquela pesquisa, mas não permitem calcular quantos motoristas perderiam efetivamente o acesso ao Android Auto.

O sistema permite utilizar aplicativos como Google Maps, Waze e Spotify diretamente na central multimídia de veículos compatíveis, com uma interface adaptada à condução. Caso a incompatibilidade seja confirmada, os celulares afetados não se tornarão inutilizáveis, mas poderão deixar de oferecer essa integração com a tela do carro.

Antes de considerar a troca do aparelho, a recomendação é verificar se existe uma atualização oficial disponível. A versão do Android pode ser consultada nas configurações do smartphone, geralmente nas seções “Sobre o telefone” ou “Informações do software”. Se o dispositivo já estiver no Android 11 ou em uma versão posterior, os avisos relatados não indicam, por enquanto, que ele será afetado pela possível mudança.

Também é importante diferenciar o Android Auto do Android Automotive, sistema operacional instalado diretamente em alguns veículos. A discussão diz respeito à compatibilidade do aplicativo que conecta o smartphone à central multimídia, e não representa um anúncio de descontinuação dos sistemas integrados aos carros.

Fonte: Xataka Brasil / Android Authority / 9to5Google

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