Carro cercado pela água: saiba quando abandonar o veículo e como agir com segurança

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closeup of a young caucasian man driving a car in a rainy day

Em caso de alagamento, preservar a vida deve ser prioridade; tentar salvar o carro ou atravessar uma área inundada pode aumentar o risco

Chuvas intensas podem transformar rapidamente um alagamento em uma situação de emergência para quem está ao volante. O nível da água pode subir em poucos minutos, esconder buracos, bueiros, erosões e obstáculos e ainda criar correntezas capazes de deslocar um automóvel. Por isso, a recomendação é não tentar atravessar trechos inundados e buscar uma rota alternativa antes de chegar à área de risco.

Se a água começar a cercar o veículo e não houver condições seguras para retornar, a decisão sobre abandonar o carro deve ser tomada rapidamente. Segundo orientação da Defesa Civil do Paraná, quando a água chega ao batente inferior da porta, já é necessário considerar a saída. Acima do nível das rodas, o veículo pode perder aderência e começar a flutuar, enquanto a água próxima às janelas pode aumentar a pressão e dificultar a abertura das portas.

Se ainda houver condições para sair, os ocupantes devem soltar os cintos, destravar portas e vidros e deixar o automóvel sem perder tempo tentando retirar objetos pessoais. Depois, é preciso afastar-se da correnteza e procurar um ponto elevado e protegido, longe de postes, árvores, encostas e redes elétricas. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199. A recomendação também vale para quem pensa em atravessar o alagamento a pé: buracos e bueiros podem estar ocultos e mesmo uma correnteza aparentemente fraca pode derrubar uma pessoa.

Quando deixar o veículo significar entrar diretamente em uma correnteza forte, a orientação é acionar o socorro e, se houver condições, procurar uma posição mais alta dentro ou sobre o próprio automóvel. A Defesa Civil recomenda subir no teto quando não for possível alcançar um local protegido. A medida aumenta a visibilidade dos ocupantes e evita que fiquem presos no interior do carro caso a água continue subindo, mas não elimina o risco de o veículo ser movimentado pela correnteza.

Se o motor desligar durante um alagamento, não se deve tentar dar a partida novamente. A água pode ter alcançado a entrada de ar e componentes internos do motor, e uma nova tentativa pode ampliar os danos. Depois que a água baixar, o automóvel deve ser avaliado por um profissional antes de voltar a circular, com atenção a motor, sistema elétrico, freios, transmissão, fluidos, airbags e módulos eletrônicos. Em veículos elétricos e híbridos, também não se deve tocar em cabos ou componentes de alta tensão nem tentar recarregar o carro antes de uma inspeção especializada.

A prevenção começa antes de sair de casa. Em períodos de chuva forte, é importante consultar a previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil, evitar locais conhecidos por alagamentos e respeitar bloqueios instalados pelas autoridades. Se a chuva apertar durante o trajeto, procurar antecipadamente um local elevado e seguro pode evitar que o motorista fique cercado pela água. Em uma inundação, o carro pode ser substituído; a vida, não.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade / Defesa Civil do Paraná / NHTSA

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