Porsche vende participação na Bugatti Rimac por R$ 6,1 bilhões

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Fabricante alemã deixa de ser acionista da empresa de hipercarros em meio à queda nas vendas na China e à desaceleração da demanda por veículos elétricos

A Porsche concluiu a venda de suas participações na Bugatti Rimac e no Rimac Group por cerca de 1 bilhão de euros, aproximadamente R$ 6,1 bilhões. A operação foi finalizada na quarta-feira (9), após a aprovação das autoridades regulatórias, e marca a saída da fabricante alemã dos negócios ligados à Bugatti e à empresa croata Rimac.

A Porsche detinha 45% da Bugatti Rimac e 20,6% do Rimac Group. As participações foram adquiridas a partir da formação da joint venture, em 2021, que reuniu a tradicional marca francesa de hipercarros com a tecnologia de propulsão elétrica desenvolvida pela Rimac. Quatro anos depois, a fabricante alemã decidiu transformar os ativos em recursos financeiros e concentrar investimentos em seu próprio negócio.

A decisão ocorre em um período de pressão sobre os resultados da Porsche. A empresa enfrenta redução da demanda no mercado chinês e uma adoção de veículos elétricos abaixo das expectativas. O cenário tem levado a fabricante a rever investimentos e estratégias para preservar a rentabilidade durante a transição tecnológica da indústria automotiva.

Com a venda, a Porsche também revisou sua projeção financeira para 2026. A estimativa de margem de fluxo de caixa líquido do negócio automotivo passou de uma faixa entre 3% e 5% para 5,5% a 7,5%. Desse montante, 250 milhões de euros serão destinados ao financiamento de obrigações adicionais relacionadas a planos de pensão, enquanto o restante será incorporado à estratégia de alocação de capital da empresa.

A operação também altera o controle da Bugatti Rimac. O Rimac Group passa a deter o controle integral da companhia junto com os novos investidores. Mate Rimac, fundador da empresa croata, assumirá a presidência da Bugatti Automobiles, enquanto Marko Brkljačić, ex-executivo da Rimac Technology, ocupará o cargo de diretor de operações.

A saída da Porsche ocorre poucos anos depois de a união entre Bugatti e Rimac ter sido apresentada como uma combinação entre tradição e tecnologia elétrica para o segmento de hipercarros. A venda não representa o abandono dos veículos elétricos pela Porsche, mas demonstra uma mudança na estratégia de investimentos da fabricante diante do ritmo de vendas na China e da velocidade de adoção dos modelos elétricos.

Fonte: Xataka Brasil

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