Seguro de carro pode ficar mais barato para idosos; veja o que define o preço

0
14
Smiling senior man driving a car and looking at camera

Idade é apenas um dos critérios usados pelas seguradoras; histórico de sinistros, classe de bônus, CEP e características do veículo também pesam no cálculo

Motoristas idosos não necessariamente pagam mais pelo seguro do carro. Segundo dados dos índices IPSA e IPSM, publicados mensalmente pela TEx, empresa da Serasa Experian, o seguro automotivo tende a ficar mais barato conforme aumenta a idade do condutor. O preço final da apólice, porém, depende de uma combinação de fatores relacionados tanto ao motorista quanto ao veículo e à forma de utilização.

A idade é apenas um dos critérios considerados pelas seguradoras. Na prática, classe de bônus, histórico de sinistros, localização e características do automóvel podem ter impacto maior na definição do preço.

Por que a idade pode reduzir o seguro?

De acordo com Rodolfo Brandão, gerente de seguros, a idade pode funcionar como um fator favorável para motoristas mais velhos.

A lógica utilizada pelas seguradoras considera que condutores de faixas etárias mais elevadas tendem a ter mais experiência ao volante e menor exposição a determinados tipos de sinistros.

Os dados do IPSA e do IPSM não diferenciam individualmente as idades acima dos 56 anos. Ainda assim, segundo Brandão, dentro desse grupo, quanto maior a idade, menor tende a ser o preço do seguro, desde que os demais fatores permaneçam semelhantes.

Isso não significa, entretanto, que qualquer motorista idoso terá automaticamente uma apólice mais barata.

Sete fatores que mais influenciam o seguro

Segundo Brandão, existem sete fatores essenciais que, juntos, podem representar até 70% da definição do valor do seguro.

1. Classe de bônus

É um dos fatores mais importantes. A classe de bônus está relacionada ao histórico de renovações do seguro sem ocorrência de sinistros.

Motoristas que acumulam períodos sem acionar a seguradora podem obter melhores condições na renovação.

2. CEP

O endereço informado pelo condutor também pesa bastante.

As seguradoras avaliam os riscos associados à região, incluindo roubos e furtos de veículos. Por isso, dois motoristas com perfis semelhantes podem receber cotações diferentes apenas por morarem em locais distintos.

3. Valor do veículo

Quanto maior o valor do automóvel, maior pode ser o custo para a seguradora em caso de indenização integral.

Esse fator, portanto, influencia diretamente o preço da apólice.

4. Idade do veículo

O ano de fabricação também entra no cálculo.

Além do próprio valor do automóvel, veículos mais antigos podem apresentar características diferentes em relação a peças, manutenção e disponibilidade de componentes.

5. Idade do condutor

A idade é considerada pelas seguradoras na avaliação de risco.

No caso dos motoristas mais velhos, porém, ela pode atuar na redução do preço, especialmente quando combinada com um bom histórico de direção e uma classe de bônus elevada.

6. Fabricante

A marca do automóvel também influencia a cotação.

Características relacionadas ao veículo e ao comportamento de determinados modelos no mercado de seguros podem fazer com que carros semelhantes tenham valores de apólice diferentes.

7. Tipo de utilização

A forma como o carro é utilizado também altera o risco calculado pela seguradora.

Um veículo utilizado exclusivamente para fins particulares pode ter uma cotação diferente daquele usado profissionalmente, como em aplicativos de transporte.

Idade não é sinônimo de seguro caro

A principal conclusão é que não existe uma regra segundo a qual o motorista idoso necessariamente paga mais pelo seguro.

Ao contrário: considerando apenas a idade, a tendência apontada pelos índices é de redução do preço nas faixas etárias mais elevadas.

O valor final, entretanto, depende do conjunto de informações apresentado à seguradora.

Um motorista com muitos anos de experiência, por exemplo, pode ter uma cotação desfavorável se possuir histórico recente de sinistros ou morar em uma região considerada de maior risco.

Da mesma forma, um condutor mais jovem pode conseguir condições melhores dependendo do veículo, do endereço, da utilização e principalmente do seu histórico junto à seguradora.

Por isso, na hora de contratar ou renovar o seguro, não basta comparar apenas a idade do motorista. O perfil completo do condutor e as características do veículo são determinantes para chegar ao preço final da apólice.

Fonte: Terra, com informações da TEx/Serasa Experian e de Rodolfo Brandão, gerente de seguros.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here