A preocupação com a vida útil das baterias ainda é uma das principais dúvidas de quem pensa em comprar um carro elétrico. No entanto, um estudo realizado com 20 mil veículos aponta que esse componente pode ser muito mais durável do que se imaginava e, em muitos casos, sofrer um desgaste menor do que as baterias utilizadas em smartphones.
Segundo reportagem do Terra Mobilidade, licenciada do Xataka, o levantamento foi realizado pela empresa britânica Geotab, especializada em gestão de frotas, que analisou dados de aproximadamente 20 mil veículos elétricos em circulação. O estudo concluiu que as baterias perdem, em média, apenas 1,8% de sua capacidade por ano, percentual inferior ao desgaste normalmente observado em baterias de celulares e outros dispositivos eletrônicos.
Nesse ritmo de degradação, a bateria manteria cerca de 82% da capacidade original após dez anos de uso, índice considerado suficiente para atender às necessidades da maioria dos motoristas. A pesquisa destaca ainda que muitos veículos elétricos permanecem em operação com a bateria original por períodos superiores ao tempo de vida útil médio do próprio automóvel.
A diferença em relação aos smartphones está principalmente na forma como os sistemas gerenciam as baterias. Enquanto os celulares costumam ser carregados até 100% e descarregados com frequência, os carros elétricos contam com softwares que evitam extremos de carga, controlam a temperatura e preservam o funcionamento das células, reduzindo o desgaste ao longo do tempo.
A pesquisa também identificou fatores que podem acelerar a degradação das baterias. Entre eles estão a exposição frequente a temperaturas elevadas, o uso constante de carregadores ultrarrápidos e a permanência prolongada do veículo com a bateria totalmente carregada ou completamente descarregada. Em contrapartida, manter a carga entre níveis intermediários e utilizar recargas lentas sempre que possível ajuda a prolongar sua vida útil.
Os resultados reforçam a evolução da tecnologia das baterias de íons de lítio e ajudam a reduzir uma das principais barreiras à adoção dos veículos elétricos. Além das garantias oferecidas pelas montadoras, que normalmente variam entre oito e dez anos, os dados indicam que o componente pode permanecer em boas condições por um período ainda maior quando utilizado de forma adequada.
Fonte: Terra Mobilidade, com informações do Xataka.



