Cobertor chinês otimiza o controle de chamas em veículos elétricos, mas apresenta gargalo de peso e manuseio

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O Corpo de Bombeiros e as brigadas de emergência rodoviárias de diversos países integraram uma nova e valiosa ferramenta operacional em seus protocolos de salvamento para conter os severos sinistros térmicos envolvendo baterias de íon-lítio: o cobertor chinês de abafamento térmico. O dispositivo de segurança contra incêndios, confeccionado com tecidos compostos por fibras de sílica e polímeros especiais de alta resistência refratária, foi desenvolvido para suportar temperaturas extremas contínuas que superam os 1.000°C.

A tecnologia atua de forma eficiente ao criar uma barreira física estanque que isola o oxigênio e retém as labaredas geradas pelo fenômeno de embalo térmico (thermal runaway) no habitáculo do automóvel elétrico, minimizando os danos colaterais nas vias públicas urbanas neste primeiro semestre de 2026.

Apesar da alta eficiência comprovada no controle imediato da radiação de calor e na contenção da fumaça tóxica densa, o equipamento de engenharia de segurança enfrenta um sério problema prático que compromete sua agilidade em operações de resgate rápido: o seu peso excessivo e a complexidade de manuseio. Com dimensões padronizadas de aproximadamente 6 metros por 8 metros para garantir a cobertura integral de SUVs e sedãs, a lona especial chega a registrar uma massa bruta superior a 30 quilos.

O peso elevado exige a mobilização coordenada de, no mínimo, dois a quatro operadores equipados com trajes de aproximação pesados para esticar e posicionar o material sobre o chassi em chamas, uma dinâmica de trabalho que se torna impraticável ou extremamente perigosa em locais de difícil acesso, como estacionamentos subterrâneos de teto baixo ou garagens comerciais apertadas.

A análise técnica realizada por engenheiros de segurança contra incêndios aponta que a densidade do tecido refratário é um requisito físico obrigatório para suportar as explosões consecutivas de gases geradas pelas células de energia em curto-circuito, impedindo o desenvolvimento de versões mais leves e maleáveis com as fibras atuais. Além disso, as corporações relatam dificuldades adicionais no processo de descontaminação e descarte do cobertor após o uso, uma vez que a superfície interna absorve resíduos químicos altamente corrosivos e metais pesados liberados pelo derretimento dos componentes da bateria do veículo elétrico.

A indústria de equipamentos de proteção individual (EPI) corre contra o tempo para pesquisar nanomateriais mais leves que mantenham o teto de resistência térmica, buscando viabilizar uma operação de abafamento que possa ser executada por um único bombeiro na linha de frente do sinistro viário.

Fonte: Terra Mobilidade

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