Elétricos X Combustão: estudo mostra tempo de troca de veículos

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Um estudo recente realizado pela consultoria S&P Global Mobility revelou uma disparidade acentuada no comportamento de consumo entre motoristas de diferentes tecnologias automotivas. De acordo com o levantamento, enquanto os proprietários de veículos movidos a gasolina permanecem com seus automóveis por uma média de 12 anos, aqueles que optam por veículos elétricos (VEs) tendem a substituí-los em apenas três anos.

Essa dinâmica aponta que a renovação da frota eletrificada ocorre de forma significativamente mais acelerada, evidenciando um ciclo de vida de posse muito mais curto para as novas tecnologias em comparação ao mercado tradicional.

A pesquisa detalha que o perfil do consumidor de elétricos é influenciado pela rápida evolução tecnológica e pela natureza dos contratos de aquisição. Atualmente, cerca de 63% dos usuários de carros elétricos optam pelo modelo de leasing (arrendamento mercantil), o que facilita a troca por versões mais modernas ao fim de períodos curtos, geralmente de 36 meses.

Em contrapartida, no segmento de veículos a combustão, essa modalidade de negócio é utilizada por apenas 33% dos compradores. Além disso, o mercado de elétricos ainda é composto majoritariamente por “early adopters” — entusiastas de tecnologia que buscam constantemente as últimas inovações em bateria, autonomia e software, o que impulsiona o descarte precoce do modelo anterior em favor do lançamento mais recente.

Outro fator determinante para a retenção prolongada dos carros a gasolina é a maturidade da infraestrutura e a confiabilidade mecânica estabelecida. Enquanto a média de idade da frota total circulante nos Estados Unidos atingiu o recorde de 12,5 anos em 2023, os VEs enfrentam o desafio da depreciação acelerada. O estudo da S&P Global Mobility indica que o receio quanto à degradação das baterias a longo prazo e a velocidade com que novos modelos tornam os antigos obsoletos desencorajam a posse por décadas. Esse cenário cria um fluxo constante de seminovos elétricos no mercado, contrastando com a resiliência dos modelos térmicos, que ainda dominam a longevidade nas ruas.


Fonte: Xataka Brasil

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