A fabricante francesa de hipercarros Bugatti apresentou uma bicicleta de alto desempenho com preço equivalente ao de um carro zero no Brasil: cerca de US$ 23.599 (aproximadamente R$ 120 mil). O modelo, chamado Bugatti Factor ONE, foi desenvolvido em parceria com a Factor Bikes e terá produção limitada a apenas 250 unidades em todo o mundo, voltada diretamente a colecionadores e ciclistas de alto padrão.
A bicicleta foi revelada em Xangai e segue a mesma lógica dos veículos da marca: não se trata apenas de mobilidade, mas de um produto que combina engenharia extrema, materiais nobres e exclusividade. A proposta não é competir com bicicletas tradicionais de estrada, mas criar o equivalente, em duas rodas, a um hipercarro — com foco em desempenho, design e prestígio.
Do ponto de vista técnico, o modelo rompe com padrões tradicionais do ciclismo. A Factor afirma que a versão Bugatti vai além das regras convencionais das bicicletas de competição, com garfo mais largo e dianteira redesenhada, visando redução de arrasto aerodinâmico e maior estabilidade em altas velocidades. Essa escolha faz com que o modelo não se enquadre nas normas oficiais de competições, reforçando seu caráter exclusivo e não esportivo competitivo.
A construção incorpora elementos típicos do universo automotivo de luxo. O quadro utiliza carbono 3K twill exposto, reproduzindo a textura visual presente nos carros da Bugatti, além de acabamento bicolor característico da marca. Entre os componentes estão rodas Black Inc Bugatti Hyper 62, com peso de 1.298 gramas o par, pneus Continental Grand Prix 5000 TT TR personalizados, selim Selle Italia com acabamento em Alcantara e medidor de potência SRM fabricado na Alemanha, com pedivelas em carbono.
O preço elevado faz parte da proposta. Segundo a própria fabricante, o valor da Bugatti Factor ONE é quase três vezes superior ao modelo padrão da linha Factor ONE, posicionando o produto como item de luxo extremo. O apelo não está apenas no desempenho, mas na exclusividade: cada unidade será numerada, reforçando o caráter de coleção.
A estratégia segue o posicionamento histórico da Bugatti, que vende não apenas veículos, mas experiências e símbolos de status. A bicicleta é descrita como um produto “superdimensionado, superpensado e escandalosamente caro”, características que, no universo da marca, são justamente o que a tornam desejável.
O lançamento reforça uma tendência crescente no mercado de luxo automotivo: a expansão das marcas para outros segmentos, como bicicletas, relógios e acessórios, mantendo o DNA de exclusividade e engenharia avançada. No caso da Bugatti, a bicicleta não substitui o carro — mas amplia o conceito de luxo e performance para além das quatro rodas.
Fonte: Forbes



