Maré terá CEP em 906 logradouros e avança no reconhecimento oficial de ruas, becos e vielas

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Cerca de 124 mil moradores das 16 comunidades da Maré, maior complexo de favelas do Rio de Janeiro (RJ), terão seus endereços formalizados pelo programa CEP para TODOS, do Ministério das Cidades. A segunda fase da iniciativa identificou 906 ruas, becos e vielas no território, em processo construído com moradores, lideranças comunitárias e equipes técnicas.

Nesta etapa, foram definidas as extensões e limites das ruas, além da correção de inconsistências nos nomes para envio aos Correios. Ainda havia necessidade de nomeação em Novo Pinheiro, com 29 ruas; Morro do Timbau, com 3; Baixa do Sapateiro, com 12; Parque Maré, com 43; e Parque União, com 5. A comunidade de Roquete Pinto também precisava de conferência do traçado de 6 ruas.

A coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Periferias, Luana Alves, explicou que a proposta é reconhecer as denominações já usadas pelos moradores e transformá-las em endereços oficiais com CEP. A lógica dos nomes segue referências internas da própria comunidade, sua história, ocupação e formação territorial.

Entre os exemplos, becos antes numerados passarão a se chamar oficialmente Beco do Abacate, Beco da Garagem e Beco do Zico. Travessas receberão nomes como Travessa Alegria, Travessa da Paz e Travessa do Iate, enquanto vilas serão identificadas como Vila Dercy, Vila Maria, Vila das Crianças e Vila Terezinha.

A previsão é que o emplacamento das ruas ocorra ainda no primeiro semestre de 2026. No Brasil, a segunda fase do CEP para TODOS já concluiu o processo em 15 favelas de 10 estados, com 910 CEPs por logradouro gerados, incluindo comunidades em Salvador, Fortaleza, João Pessoa, Recife, São José dos Pinhais, Palhoça, Rio de Janeiro, Diadema, Mauá e São Paulo.

Fonte: Ministério das Cidades

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