VLT ou trem regional? Bahia investe milhões em estudo, mas escolha do modal gera dúvidas

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Por Emerson Pereira – Foto Divulgação GovBa

O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Transportes do Estado (CTB), recebeu cerca de R$ 16 milhões do Governo Federal para a realização de estudos de viabilidade voltados à implantação de um novo sistema ferroviário ligando Salvador aos municípios de Simões Filho, Camaçari e Alagoinhas.

A proposta prevê não apenas a requalificação da malha ferroviária com foco no escoamento da produção, mas também a criação de uma alternativa de transporte de massa capaz de reduzir o tempo de deslocamento e aliviar os constantes congestionamentos registrados nesse eixo metropolitano e regional.

No entanto, a inclusão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como uma das possibilidades para esse trajeto levanta questionamentos do ponto de vista técnico. Tradicionalmente utilizado em percursos urbanos e de média capacidade, o VLT não é adotado em sistemas de longa distância em escala relevante ao redor do mundo.

Entre as limitações apontadas estão a configuração interna dos veículos — que prioriza passageiros em pé —, a baixa capacidade para transporte de bagagens e a velocidade operacional reduzida quando comparada a sistemas ferroviários regionais. Esses fatores tendem a comprometer a eficiência e o conforto em viagens mais longas, como seria o caso de um deslocamento entre Salvador e Alagoinhas.

Diante desse cenário, especialistas indicam que um trem regional, com características operacionais mais adequadas para médias e longas distâncias, surge como alternativa mais coerente. O modelo, inclusive, já foi utilizado historicamente nesse mesmo corredor, o que reforça a viabilidade de sua retomada sob uma nova configuração.

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