Stellantis pressiona por regras no Brasil diante do avanço das montadoras chinesas

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A Stellantis intensificou o discurso por mudanças regulatórias no Brasil diante do avanço das montadoras chinesas. O posicionamento foi reforçado pelo COO para a América do Sul, Herlander Zola, que aponta uma disputa que vai além da tecnologia e envolve modelo de negócio, custos e políticas industriais.

Segundo o executivo, a indústria chinesa conseguiu acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos em um ritmo que os concorrentes ocidentais não acompanharam. Esse cenário levou a Stellantis a buscar parcerias estratégicas, como a aquisição de participação na Leapmotor, numa tentativa de absorver conhecimento e reduzir a defasagem tecnológica.

O ponto central, no entanto, está nas condições econômicas. Zola afirma que o avanço das marcas chinesas no Brasil é favorecido por custos industriais mais baixos, câmbio competitivo e flexibilidade logística, incluindo a importação de veículos prontos ou semidesmontados.

O executivo cita como referência mercados como Estados Unidos e Europa, onde já existem barreiras comerciais mais rígidas. No Brasil, segundo ele, as medidas ainda são insuficientes para proteger a indústria local, o que pode impactar empregos e toda a cadeia produtiva.

Os efeitos dessa nova dinâmica já aparecem no mercado. A General Motors, por exemplo, viu sua participação cair de 17,4% em 2016 para 10,8% em 2025, chegando a 9,7% em 2026. Para reagir, a empresa firmou parcerias e passou a adotar estratégias como montagem local em regime SKD.

O cenário revela uma indústria em transformação, na qual montadoras tradicionais buscam equilibrar competitividade, inovação e regulação diante de um novo protagonismo global liderado pela China.

Fonte: Terra

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