Seguro auto: mulheres passam a pagar mais em alguns casos, apesar de menor risco histórico

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Embora historicamente pagassem menos, mulheres começaram a enfrentar aumento no valor do seguro de carro em determinados cenários no Brasil. Um levantamento da Creditas aponta que, em 2025, o preço médio para mulheres subiu 2,5%, passando de R$ 2.721,90 para R$ 2.792,46, enquanto para homens houve queda de 1,5%, de R$ 2.535,07 para R$ 2.496,16.

O estudo, baseado em 11 capitais brasileiras e nos 10 modelos mais vendidos, considerou um perfil padrão de segurado de 35 anos. Nesse recorte específico, mulheres passaram a pagar mais, mesmo sem evidências claras de maior risco ao volante.

Por outro lado, dados mais amplos da Serasa Experian, por meio dos índices IPSA e IPSM, mostram que, no geral, homens ainda pagam mais. O custo do seguro masculino caiu de 5,6% para 4,7% do valor do veículo, enquanto o feminino recuou de 5,0% para 4,3%, mantendo a diferença histórica.

A divergência entre os estudos se explica pelas metodologias: enquanto o levantamento da Creditas usa valores absolutos em perfis específicos, os índices da TEx refletem uma visão macro do mercado. Além do gênero, fatores como idade, região, tipo de veículo e bônus influenciam fortemente o preço, sendo responsáveis por mais de 70% da formação do valor da apólice.

Outros dados reforçam essa complexidade: motoristas de 18 a 25 anos pagam mais que o dobro dos condutores acima de 56 anos, e veículos com 6 a 10 anos podem ter seguro até 110% mais caro que carros zero km. Diferenças regionais também pesam, com variações superiores a 100% entre capitais.

Na prática, o mercado mostra que a precificação do seguro vai além de estatísticas tradicionais. Mesmo com homens mais envolvidos em acidentes, mudanças nos padrões de uso e nos critérios das seguradoras fazem com que, em alguns casos, mulheres já paguem mais, dependendo do perfil e da região analisada.

Fonte: Terra / Jornal do Carro

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