Vistoria veicular divide setor e regra para carros acima de 5 anos é questionada

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A aprovação do Projeto de Lei 3507/25, que retoma a obrigatoriedade da vistoria veicular no Brasil, reacendeu o debate sobre segurança no trânsito, mas também gerou divergências. O principal ponto de conflito é a exigência de inspeção periódica para veículos com mais de 5 anos de fabricação, criticada por entidades do setor.

A Confederação Nacional de Vistorias Veiculares (CNVV) defende que a lei deva garantir padronização e segurança jurídica, deixando a definição de prazos para o Contran, evitando regras rígidas. Hoje, o cenário é fragmentado, com normas diferentes que dificultam o controle e favorecem fraudes.

Dados do setor mostram que, das 1,6 milhão de vistorias mensais, cerca de 27% apresentam irregularidades, reforçando a necessidade de fiscalização. Especialistas apontam ainda que a frota brasileira tem idade média superior a 11 anos, com veículos entrando em estágio crítico após o 6º ano e atingindo degradação severa por volta dos 10 anos e 200 mil km rodados.

Apesar do avanço, há preocupação com a implementação. A falta de centros de inspeção em cidades menores e de mão de obra especializada pode gerar custos elevados e gargalos operacionais, além de impactar motoristas de baixa renda.

O debate também ganha força diante de exigências ambientais e de segurança, já adotadas em países como Argentina e Chile, pressionando o Brasil a avançar na regulamentação da frota circulante.

Fonte: Terra / Jornal do Carro

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