A CP – Comboios de Portugal ampliou seu programa de renovação da frota ferroviária ao anunciar a compra de 36 novas automotoras urbanas, em um investimento adicional de 318 milhões de euros. A aquisição foi formalizada por meio de um aditamento ao contrato firmado em outubro de 2025 com o consórcio Alstom-DST, responsável pelo fornecimento dos novos trens.
Com a atualização do acordo, a encomenda total passa a incluir 153 automotoras, somando as 117 unidades previstas no contrato original — sendo 55 destinadas ao serviço regional e 62 ao transporte urbano — às novas composições agora adicionadas. O investimento total da CP em material circulante sobe para 1,064 bilhão de euros, reforçando o processo de modernização da rede ferroviária portuguesa.
Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o financiamento será dividido entre diferentes fontes públicas. Cerca de 710,1 milhões de euros virão do Orçamento do Estado, enquanto 141,1 milhões serão provenientes do programa Sustentável 2030 e 212,5 milhões de euros do Fundo Ambiental. Outra mudança importante é a antecipação do cronograma de entrega: o último trem, inicialmente previsto para 2033, agora deverá ser entregue até 2031, dois anos antes do planejamento inicial.
Além da ampliação da frota urbana e regional, o governo português também autorizou a CP a adquirir 20 trens para a futura rede de alta velocidade, em um investimento estimado em 584 milhões de euros. Com isso, o volume total de recursos destinados à renovação da frota ferroviária no país alcança cerca de 1,8 bilhão de euros, envolvendo a compra de 195 unidades ferroviárias.
Esse pacote de investimentos inclui ainda 22 automotoras regionais encomendadas à Stadler, avaliadas em 158 milhões de euros, cuja primeira unidade já foi entregue a Portugal no final do ano passado.
Os novos trens do consórcio Alstom-DST deverão começar a chegar ao país a partir de 2029. Parte da produção terá participação da indústria local, já que o contrato prevê a instalação de uma oficina ferroviária em Matosinhos, estrutura que deve gerar aproximadamente 300 empregos diretos e fortalecer a cadeia industrial ferroviária em Portugal.
Fonte: Jornal de Negócios.



