Programa Move Brasil libera R$ 3,7 bilhões para renovação de caminhões

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O programa federal Move Brasil, criado para estimular a renovação da frota de caminhões no país, já aprovou R$ 3,7 bilhões em financiamentos, segundo dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa, lançada pelo governo federal em janeiro de 2026, busca impulsionar a compra de veículos novos e reduzir a idade média da frota brasileira de transporte de cargas.

Até 25 de fevereiro, aproximadamente 5,8 mil veículos haviam sido financiados por meio do programa, sendo 3,1 mil caminhões, além de máquinas e veículos utilizados em atividades fora de estrada. A proposta do governo é disponibilizar até R$ 10 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, oferecendo taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte.

A política também prevê critérios relacionados à sustentabilidade e à produção nacional dos veículos, embora o governo ainda não tenha divulgado quantos caminhões antigos foram efetivamente retirados de circulação em troca dos financiamentos concedidos.

Durante visita a uma concessionária da Mercedes-Benz, em São Paulo, o ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou o tamanho do desafio: atualmente, o Brasil possui cerca de 300 mil caminhões com mais de 20 anos de uso ainda em circulação, um fator que impacta diretamente segurança viária, eficiência logística e emissão de poluentes.

Apesar do avanço nas liberações de crédito, o futuro do programa ainda gera incertezas. O Move Brasil foi instituído por meio de Medida Provisória, com vigência inicial de quatro meses, e depende de tramitação no Congresso Nacional para se tornar permanente. Segundo Alckmin, a continuidade da iniciativa pode não ocorrer devido à falta de tempo para aprovação legislativa e limitações orçamentárias.

O ministro afirmou ainda que o volume de recursos comprometidos pode já ter alcançado R$ 4,2 bilhões, número que, até o momento, não foi confirmado oficialmente pelo BNDES. Caso não haja prorrogação, a estratégia do governo será utilizar integralmente os valores já previstos no programa.

Especialistas do setor automotivo e representantes das montadoras defendem que políticas de renovação de frota deveriam ser permanentes, não apenas para estimular o mercado de caminhões, mas também para reduzir emissões, melhorar a segurança nas estradas e modernizar a logística brasileira.

fonte: Terra Mobilidade / Estadão.

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