Nos Estados Unidos, é comum que as luzes de seta traseiras dos carros sejam vermelhas, o que contrasta com o padrão europeu e brasileiro, onde a cor âmbar é obrigatória. Essa diferença se deve a fatores econômicos e regulatórios que influenciam a indústria automotiva americana há décadas.

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Economia e regulamentação
Desde os anos 1960, a legislação dos EUA permite que as luzes de freio e de seta compartilhem a mesma lâmpada vermelha. Essa configuração reduz custos de produção e manutenção, pois dispensa fiação adicional e componentes separados para cada função. Para fabricantes que produzem em larga escala, essa economia é significativa.
A regulamentação federal americana continua permitindo o uso de luzes vermelhas ou âmbar para os indicadores de direção traseiros, o que dá às montadoras liberdade para manter o padrão mais econômico.
Impacto na segurança
Apesar da praticidade, estudos apontam riscos. Segundo a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA), veículos com setas vermelhas têm 22% mais chances de se envolver em colisões traseiras do que aqueles com setas âmbar. A cor âmbar é mais facilmente reconhecida como sinal de mudança de direção, enquanto o vermelho é associado à frenagem.
Adaptações para exportação
Na Europa, a legislação exige setas traseiras âmbar. Por isso, fabricantes americanos que exportam para o continente precisam adaptar seus modelos, trocando as lanternas para atender às normas locais.
Influência da tecnologia LED
Com o avanço da tecnologia LED, algumas montadoras começaram a adotar setas âmbar em modelos vendidos nos EUA, especialmente aqueles que compartilham plataformas globais. A General Motors tem seguido essa tendência, enquanto outras marcas, como Ford e Stellantis, mantêm o padrão vermelho.
A expectativa é que, com o tempo, o uso de setas âmbar se torne mais comum nos Estados Unidos, impulsionado por melhorias tecnológicas e preocupações com a segurança viária.
Com informações do News Motor.



