Fábrica de celulose de R$ 23 bilhões terá ferrovia própria para reduzir tráfego de caminhões

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Projeto da Arauco, em Mato Grosso do Sul, prevê retirar cerca de 190 viagens diárias das rodovias e diminuir em até 94% as emissões de CO₂ no transporte da produção

A futura fábrica de celulose da chilena Arauco, em Inocência, no Mato Grosso do Sul, terá uma ferrovia exclusiva para escoar a produção até o Porto de Santos (SP). A estrutura deverá substituir aproximadamente 190 viagens diárias de caminhões nas rodovias e reduzir em até 94% as emissões de CO₂ associadas ao transporte, segundo estimativas da empresa.

O ramal ferroviário começou a receber os primeiros dormentes em outubro de 2026. As obras já ultrapassaram 60% de execução e preveem a instalação de cerca de 95 mil peças, cada uma com aproximadamente 400 quilos. Os dormentes são responsáveis por sustentar os trilhos e manter o alinhamento e a estabilidade da via.

A linha terá 45 quilômetros de extensão, além de outros nove quilômetros dentro da área industrial, e fará a conexão com a Malha Norte, operada pela Rumo. O sistema contará com 26 locomotivas e 721 vagões, com capacidade para transportar até 9,6 mil toneladas por composição. O investimento previsto especificamente para a ferrovia é de R$ 2,4 bilhões.

Entre as estruturas em construção estão um viaduto na saída da fábrica, outro sobre a rodovia MS-112 e uma ponte sobre o Córrego São Mateus. A previsão é que o ramal entre em operação no fim de 2027, junto com o início das atividades industriais.

O Projeto Sucuriú recebe investimento total de US$ 4,6 bilhões, equivalente a cerca de R$ 23,1 bilhões, e prevê uma capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta. A Arauco apresenta a unidade como a maior fábrica de celulose do mundo. O produto será destinado principalmente à fabricação de papéis sanitários, de imprimir e escrever e materiais de embalagem.

A construção começou em 2024, em uma área de 3,5 mil hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência. Durante a implantação, a empresa estima gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Quando estiver em operação, o empreendimento deverá manter aproximadamente 6 mil postos nas áreas industrial, florestal e logística.

Fonte: NSC Total