Medida permitirá que motoristas usem automaticamente a rede de outra operadora quando a sua estiver indisponível. Governo pretende ampliar a cobertura móvel nas rodovias federais para 57,1 mil quilômetros até 2030.
Motoristas poderão acessar a rede de outras operadoras de telefonia quando não houver sinal da empresa contratada, sem trocar de chip, número ou plano. A mudança está prevista na Política Nacional de Conectividade em Rodovias, lançada pelo governo federal em outubro, com implementação do roaming obrigatório a partir de 2027.
A iniciativa pretende ampliar a cobertura móvel nas rodovias federais de 27,2 mil para 57,1 mil quilômetros até 2030. Segundo o governo, a disponibilidade de sinal nesses trechos poderá passar de 36,6% para 58,9%, alcançando 44,1 mil quilômetros. Considerando também as estradas estaduais, a meta é chegar a 72,3 mil quilômetros com cobertura 4G ou 5G.
O compartilhamento permitirá utilizar redes de outras empresas onde já houver infraestrutura de telefonia. No entanto, o roaming não resolverá sozinho os trechos sem sinal de nenhuma operadora, que dependerão da instalação de novas antenas e estações rádio-base. O plano prevê priorizar seis rodovias federais: BR-101, BR-116, BR-135, BR-163, BR-242 e BR-364. A expectativa é conectar cerca de 4,8 mil quilômetros da BR-101 já em 2027.
A melhoria pode beneficiar especialmente motoristas profissionais e entregadores, que dependem da conexão para acessar mapas, receber corridas e organizar entregas. Levantamento da Machine citado pelo Portal do Trânsito aponta que Vivo e Claro concentram mais de 80% das linhas utilizadas por esses trabalhadores. Entre motoristas, as participações informadas são de 41% para a Vivo, 40,7% para a Claro e 13,1% para a TIM. Entre entregadores, a Claro lidera, com 45,7%, seguida pela Vivo, com 33,8%, e pela TIM, com 16,3%.
A implementação depende de regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que definirá as condições técnicas e comerciais do compartilhamento. Nas rodovias concedidas, a ANTT deverá estabelecer exigências de conectividade, e as concessionárias terão 180 dias após a publicação da norma para apresentar planos com metas por trecho e cronogramas. O governo também avalia recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para áreas sem cobertura. A efetividade da política dependerá tanto dos acordos entre operadoras quanto da instalação de infraestrutura onde o sinal ainda não chega.
Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade



