Airbus vê espaço para ampliar voos entre o Nordeste brasileiro e a Europa

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Fabricante aposta no alcance do A321XLR para viabilizar novas rotas internacionais com menor demanda de passageiros e sem necessidade de aviões maiores

O Nordeste brasileiro pode ganhar novas conexões aéreas de longa distância com a Europa, segundo avaliação da Airbus. A fabricante considera que aeronaves de corredor único e maior autonomia, como o A321XLR, podem tornar viáveis rotas internacionais que não têm passageiros suficientes para justificar o uso de aviões de grande porte.

A possibilidade foi apresentada por Arturo Barreira, presidente da Airbus para a América Latina e o Caribe, durante um evento na Cidade do México, na segunda-feira (19). Na ocasião, a empresa divulgou projeções para o mercado da aviação nas próximas duas décadas.

O executivo citou o potencial do Nordeste para ampliar as ligações com o continente europeu e lembrou que a Iberia já opera voos da região para a Europa. A proposta é aproveitar a autonomia do A321XLR para conectar mercados que hoje enfrentam limitações para receber aeronaves maiores.

O modelo pode transportar até 244 passageiros e tem alcance estimado entre 3.700 e 4 mil milhas náuticas, conforme dados da fabricante. Por integrar a família A320, já utilizada por diversas companhias aéreas, o avião também permite explorar rotas mais longas a partir de uma frota conhecida pelas empresas.

Segundo Barreira, o A321XLR foi desenvolvido para complementar outros modelos, e não para substituí-los. A Airbus também identifica oportunidades para esse tipo de aeronave em ligações entre o Cone Sul, o Caribe e a Flórida, além de possíveis voos da Venezuela para a Espanha.

As perspectivas de expansão estão relacionadas ao crescimento esperado da aviação latino-americana. No relatório Global Market Forecast 2026, a Airbus estima que o tráfego de passageiros na região aumentará, em média, 3,4% ao ano nos próximos 20 anos, chegando perto de dobrar em relação a 2025.

A fabricante calcula que as companhias aéreas latino-americanas precisarão de mais de 2.700 novas aeronaves até 2045. Mais de 90% da demanda deverá ser atendida por aviões de corredor único. Apesar de o mercado doméstico concentrar boa parte do crescimento previsto, a empresa também projeta aumento das conexões internacionais, inclusive para destinos na China, na África e no Oriente Médio.

Fonte: Exame

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